domingo, 11 de dezembro de 2011

BALANÇO ANUAL

Vamos ao nosso simplificado balanço anual de atividades:

  • 102 textos publicados;
  • 40 palestras proferidas;
  • Palestra realizada em francês em Paris;
  • Média de 2 mil visitantes/mês no BLOG;
  • Criação de dois outros blogs (Russo/Francês);

RANKING de acesso aos BLOGS por países:

1) BRASIL

2) RUSSIA (3 mil acessos em um ano)

3) ESTADOS UNIDOS

4) PORTUGAL

5) UCRÂNIA

6) ALEMANHA

7) FRANÇA

8) LETÔNIA

9) REINO UNIDO

10) CANADÁ

Através do facebook e twitter aumentamos nossa capacidade de interagir com os leitores.

Os resultados nos países de idioma russo são surpreendentes, não existe movimento espírita em nenhum deles. Tivemos a confirmação da formação de um pequeno grupo espírita na Rússia.

Fornecemos material mensalmente através do blog, já que os livros traduzidos em russo não são comercializados nesses países. Criamos um grupo secreto de discussão em russo no facebook.

Grande número de acesso aos blogs de países pouco tradicional no meio espírita: ISRAEL, IRÃ, JAPÃO.

Outro destaque é a adesão de muçulmanos (Irã, Argélia, Rússia e países da ex-URSS).

O trabalho espírita com idioma russo foi a grata surpresa desse ano de 2011.

ESTAMOS NA EXPECTATIVA PARA PUBLICAÇÃO DO LIVRO INFÂNCIA E MEDIUNIDADE – que deveria ter sido publicado em dezembro – aguardamos a editora para confirmação da data de lançamento. Esse livro foi psicografado em 2005.

DESEJAMOS A TODOS BOAS FESTAS E UM ÓTIMO FINAL DE ANO!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A MORTE

Porque a morte propicia tanto sofrimento e catadupas de pranto, acarretando desespero no mundo, é válido lembremos que:

a semente morre para que surja a plântula tenra;

transforma-se a ostra, de modo a produzir a pérola preciosa;

estiola-se a flor, emurchecida, a fim de que provenha o fruto que guarda, na essência, o sabor;

morre o dia nas tintas do poente, de modo que o véu cintilante da noite envolva a Terra;

morre a noite, entre as lágrimas do orvalho, para que o manto aurifulgente do dia consiga embelezar a amplidão;

o rio morre na exuberância do mar;

fana-se o homem para que se liberte o Espírito, antes cativo.

* * *

À frente disso, vemos que a morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, essencialmente. Tudo é transformação, tudo é recriação...

A lágrima de agora se tornará sorriso.

A dor atual prepara a ventura porvindoura.

A saudade que punge hoje, fomenta o sublime reencontro de logo mais.

Morte é vida, agora o sabemos...

* * *

Habitue-se, caro coração, a refletir a respeito da morte, com serenidade e confiança em Deus, porque você não ignora que, por mais se aturda, desarvore ou se inconforme, essa é a única regra para a qual não se conhece exceção.

Prepare-se, amando e trabalhando no bem grandioso, até que você, um dia, igualmente se transforme em ave libertada da prisão – escola corporal.

A morte tão somente revela a vida mais amplamente. Pense nisso.

Rosângela.

Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira.

Em 18.03.2011.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

КТО ОНИ, БЛИЗКИЕ НАМ ДУХИ?


Оставляя физический мир, как мы знаем, мы не отправляемся в мир фантастики. Духовный мир такой же такой же материальный что и наш, может быть в один прекрасный день, наши физики смогут таки разгадать тайны материи в её тончайщей сущности. Однако, все духи твёрдо утверждают, что мир в котором они обитают переплетается с нашим, и является таким же или даже более реальным чем наш.


То есть, смерть не приводит нас жить в абстрактный мир, но в мир более совершенных форм. Так же говорят, что все что мы имеем на нашей планете, это скромная копия той, что существует в духовном мире. Наше население воплощенных насчитывает в настоящее время больше 6 миллиардов жителей, судя по тому, что уже знаем, это число во много раз превышает среди духов.  В нашем обществе существуют люди с разными характеристиками, духовной культурой со злыми или добрыми намерениями. Среди духов происходит тоже самое, весь прогресс достигается за счет усилий и личной ответственности, будь то здесь или среди духов.
Наша духовная компания устанавливается по идентификации вкусов и чувств. Если мы собираемся для разговоров безсмысленных или же рассказывать неправду, очевидно, что ни один серьезный дух не заинтересуется в участии в нашем собрании, но если мы делаем это с целью обучения или помощи другим, несомненно будем получать помощь от развитых духов с доброй моралью.   


Почти всегда рядом с нами находятся духи, которые были связаны с нами в прошлом, будь то в неизвестном прошлой или в актуальной жизни, например, кто-то из семьи, который уже развоплотился. Если мы собираемся в группы для изучения Спиритической Доктрины, духи будут нас сопровождать связанные по интересу и преданности этому делу. Находясь рядом с нами, они вдохновляют нас на слова и мысли, нам помогают понять что читаем и комментируем. Если наши усилия искренни,то безусловно, что и наши духовные спутники соединяются с нами для усиления группы и повышения их возможностей. Когда вопросы действительно принимают серьезные масштабы и степень самоотверженности исследовательской группы, или если отдельное лицо делает это самостоятельно, превышает возможности получения помощи от духа более развитого и знающего. Тем не меннее, в духовном мире, безделье это характеристика поведения отсталых духов, поэтому есть вероятность что они придут предоставить некоторый тип сервиса.
Понимая самоотверженность учеников, духи которые нам помогают могут, например, привести с собой духов с проблемами,потерянных или далеких от здорового образа жизни с точки зрения морали. Они присутствуют на занятиях и извлекают уроки из дискуссий. Понимаем, что духовность достойна того, чтобы всегда использовать все возможности для оказания помощи и разъяснений тем, кто в этом нуждается больше всего. И поскольку мы себя посвещаем этому, мы призываем делать тоже самое. Те, кто себя посвещают другим, чувствуют себя счастливыми, потому что им удается, даже если на какое-то время, забыть о своих собственных проблемах. Становимся сильнее благодаря этому, расширяем свои возможности понять сложные ситуации, которые проходим. Когда наши намерения благие, всегда нас поддерживают и нам помогают духи помощники. Бог не позволит, чтобы кто-нибудь оказался забыт, тем более когда они находятся перед серьезными проблемами.

domingo, 13 de novembro de 2011

DOIS FETOS E A VIDA APÓS O PARTO

Eu já conhecia esse texto, mas na versão em russo. Felizmente alguém teve a inteligente idéia de fazer uma versão em português.

DOIS FETOS E VIDA APÓS O PARTO

No ventre de uma mãe grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente que sim. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem! Não há vida após o nascimento. E como verdadeiramente seria essa vida, se existisse?

- Eu não sei exatamente, mas por certo haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comamos com a boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca, é totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: a vida, após o nascimento está excluída. O cordão umbilical é muito curto!

- Na verdade,certamente, há algo depois do nascimento. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados aqui...

- Mas nunca ninguém voltou de lá para falar sobre isso. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como é depois do nascimento. Mas, com certeza, veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?

- Onde? Em toda a nossa volta! Nela, e através dela, nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria!

- Eu não acredito. Eu nunca vi nenhuma mamãe. Por isso, é claro, que não existe mamãe nenhuma!

- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, podemos ouví-la cantando, ou sentimos como ela afaga nosso mundo... Saiba, eu penso que só depois de nascidos nossa vida será mais real, pois ela tomará nova dimensão. Porque aqui, aonde estamos agora, apenas estamos nos preparando para essa outra vida.

sábado, 5 de novembro de 2011

QUEM SÃO OS ESPÍRITOS AO NOSSO LADO

O texto abaixo foi uma resposta as muitas indagações que temos recebido de nossos correspondentes do Leste Europeu, achamos interessante compartilhá-lo igualmente no idioma português. Queriam saber quem são os espíritos que participam de nossas atividades espíritas.

Quem são os espíritos ao nosso lado.

Ao deixarmos a vida física como a entendemos não somos levados a um mundo de fantasias. O mundo dos espíritos é tão material quanto o nosso, talvez um dia nossos físicos possam nos desvendar os mistérios da matéria em sua essência mais sutil. Entretanto, todos os espíritos são taxativos em dizer que o mundo em que habitam se entrelaça com o nosso e é tão ou mais real do que ele.

Ou seja, a morte não nos levará a habitar em um mundo abstrato, mas de formas mais perfeitas. Dizem igualmente que tudo que temos em nosso planeta é uma tímida cópia do que existe na atmosfera espiritual. Nossa população de encarnados ultrapassa atualmente os 7 bilhões de habitantes, pelo que sabemos esse número é muito maior entre os espíritos. Em nossa sociedade existem pessoas com diferentes características, sejam culturais ou intelectuais, boas ou ainda com más inclinações. Entre os espíritos acontece o mesmo, todo o progresso é alcançado através do esforço e empenho pessoal.

As nossas companhias espirituais se estabelecem por questões de identificação de gostos e sentimentos. Se nos reunirmos para falar de coisas sem importância ou contar mentiras é evidente que nenhum espírito sério se interessara de tomar parte em nosso encontro, mas se o fizermos com a intenção de aprender ou ajudar os outros certamente seremos auxiliados por espíritos que viram nos auxiliar.

Quase sempre junto de nós estão espíritos que tiveram alguma intimidade conosco anteriormente, seja em um passado que desconhecemos seja na vida atual, por exemplo um familiar que já desencarnou. Se nos reunimos em grupo para estudar a Doutrina Espírita, esses espíritos nos acompanham conforme nosso interesse e dedicação. Estarão ao nosso lado nos inspirando as palavras e os pensamentos, nos auxiliando a compreender o que lemos e comentamos. Se nosso empenho for sincero certamente que outros companheiros espirituais se juntarão a estes primeiros fortalecendo o grupo e aumentando suas possibilidades. Quando as questões tomam proporções realmente sérias e o grau de dedicação do grupo de estudos, ou do indivíduo, caso o faça sozinho, ultrapassa a capacidade do espírito que o auxilia será avaliado a possibilidade de receber acompanhamento de outro espírito com mais conhecimentos. Porém, na espiritualidade a ociosidade é uma conduta características dos espíritos atrasados, por isso certamente surgirá o ensejo de prestar algum tipo de serviço, de auxílio ao próximo.

Percebendo a dedicação dos pupilos os espíritos que os auxiliam podem, por exemplo, trazer consigo outros espíritos com problemas, confusos ou distante de comportamentos saudáveis do ponto de vista moral. Eles acompanharão os estudos e aprenderão com as discussões. Percebam que a espiritualidade se vale sempre de todas as oportunidades para prestar serviço de auxílio e esclarecimento aos mais necessitados. E na medida em que nos dedicamos somos convidados a fazer o mesmo. Aquele que se dedica aos outros sente-se feliz, pois consegue, mesmo que por instantes, esquecer os próprios problemas. Acaba se fortalecendo com isso, dilatando a capacidade de compreender as situações complicadas que está passando. E sempre que nossas intenções forem boas estaremos sendo amparados e auxiliados por espíritos que se dispõem a nos auxiliar. Deus não permite que ninguém fique abandonado, principalmente perante os problemas mais graves.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ESPIRITISMO: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS III

O terceiro de quatro artigos que achamos interessante compartilhar em nosso blog, com as devidas referências.



O Espiritismo tem uma componente científica. Agora, são os cientistas não espíritas que o vêm comprovar. Vamos hoje continuar com experiências científicas que provam a eficácia da fluidoterapia, prática comum nas associações espíritas, que engloba o passe espírita (transmissão do magnetismo humano mais energias espirituais para a pessoa necessitada) e a água magnetizada por essas mesmas energias.


A Drª Dolores Krieger, doutora em Filosofia, prof. de Enfermagem na Universidade de Nova Iorque «...teve oportunidade de observar o desempenho do Coronel Stabany (um conhecido curador Húngaro, reformado do exército, com fama de ter capacidades magnéticas curativas) durante várias semanas de cada verão, numa clínica (provisória) de cura. Ela ficou impressionada com a quantidade de pessoas, cuja saúde melhorava, inclusive casos dados como perdidos pela medicina.» (As Curas Paranormais - como se processam, cap. 13, 10ª ed.; São Paulo: Pensamento, 1995).


Assim sendo, ela decidiu investigar. Utilizou um grupo de vários doentes, e solicitou o apoio do Coronel Stabany e da Dr.ª Otelia Bengssten, MD (médica), bem como da Sr.a Dora Kunz (vidente). Um grupo recebeu tratamento directo, por imposição das mãos. A Dr.ª Krieger mediu os níveis de hemoglobina, antes e depois do passe magnético (imposição das mãos) efectuado pelo Coronel Stabany, e «Constatou a ocorrência de aumentos significativos nos níveis de hemoglobina dos pacientes do grupo que recebeu o passe» (Medicina Vibracional - Uma Medicina para o Futuro, cap. VIII, 12ª ed.; São Paulo: Cultrix).


«A tendência para a energia curativa elevar os níveis de hemoglobina era tão forte, que pacientes cancerosos submetidos à cura, por imposição das mãos, apresentaram ocasionalmente elevações nos níveis de hemoglobina, apesar de estarem a ser tratados com quimioterapia.» (Gerber, cap. VIII, 1997). «Foi demonstrado que as elevações nos níveis sanguíneos de hemoglobina indicavam, com segurança, a ocorrência de verdadeiras alterações bioenergéticas e fisiológicas, produzidas pela aplicação das energias curativas.» (Gerber, cap. VIII, 1997).


Mas não foi somente esta cientista que pôde comprovar a acção eficaz da fluidoterapia através do passe magnético (imposição das mãos). Uma outra cientista decidiu investigar outras áreas.


O passe espírita, com imposição das mãos, bem como a água magnetizada pelos curadores, influem positivamente na saúde física e psíquica das pessoas.
A Dr.ª Justa Smith, freira franciscana, bioquímica e enzimologista, recebeu o título de doutora em pesquisa original sobre os efeitos dos campos magnéticos na actividade da enzima. Em 1967 era presidente do Departamento de Ciências Naturais, num colégio particular em Rosary Hill, Buffalo, USA.


Ela pensou da seguinte maneira: «As enzimas são os catalisadores do sistema metabólico. Qualquer cura, ou doença, primeiramente, deve activar o sistema enzimático. E raciocinou que se os campos magnéticos podiam aumentar a actividade da enzima tripsina digestiva - o que ocorria na sua pesquisa - e se a luz ultravioleta podia diminuir a actividade - o que ocorria na sua pesquisa - então qual o efeito sobre a mesma enzima que poderia ocorrer na imposição de mãos - se é que havia? E decidiu descobrir. A Dr.ª Smith propôs, inicialmente, comparar os efeitos da imposição de mãos do Coronel Stabany sobre a enzima tripsina, com os efeitos do campo magnético sobre a mesma enzima, bem como sobre os controles. Para fazer isso, preparou soluções de tripsina, as quais foram depois divididas em quatro frascos de vidro... um deles foi tratado pelo Coronel Stabany, que simplesmente colocou as suas mãos ao redor do frasco tapado, durante um espaço máximo de 75 minutos. O segundo ficou exposto à luz ultravioleta no comprimento de onda mais prejudicial para a proteína (o Dr. Bernard Grad sugerira que a enzima se tornasse "doente", a fim de demonstrar a evidência da cura). Um terceiro frasco foi exposto a um campo magnético elevado (8.000 a 13.000 gauss), com acréscimos horários de até 3 horas. O quarto, não tratado, era o controle. Os resultados de um mês de estudo demonstraram que a energia ou força proveniente das mãos do Coronel Stabany activavam as enzimas, quantitativa e qualitativamente, comparáveis à actividade originada por um campo magnético de 8.000 a 13.000gauss. Isso representa uma actividade muito significativa, considerando que vivemos num campo magnético médio com cerca de 0,5gauss. Os efeitos nas enzimas danificadas (expostas á luz ultravioleta) foram essencialmente os mesmos. Os resultados... indicam que algum tipo de energia foi canalizada pelas mãos do Coronel Stabany, sendo suficiente para activar as enzimas em um grau significativo» (Meek, cap. 13, 1995).

José Lucas – Portugal

Bibliografia: "Fluidoterapia: Evidências Científicas", trabalho apresentado pela Associação Cultural Espírita (Caldas da Rainha - Portugal) no 2º Congresso Espírita Mundial, Lisboa, 1998

domingo, 16 de outubro de 2011

ESPIRITISMO–EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS II

Dando continuidade a série de 4 artigos, eis o artigo de número dois.

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A prática do Espiritismo tem uma componente científica. Agora, são os cientistas não espíritas que o vêm comprovar. Vamos hoje continuar com experiências científicas que provam a eficácia da fluidoterapia, prática comum nas associações espíritas, que engloba o passe espírita (transmissão do magnetismo humano mais energias espirituais para a pessoa necessitada) e a água magnetizada por essas mesmas energias.
O Dr. Bernard Grad, bioquímico e pesquisador de geriatria no «McGill University's Allen Memorial Institute», no Canadá, fez experiências muito interessantes na Universidade de McGill, Montreal, Canadá na década de 1960. O trabalho do Dr. Grad a respeito da cura pelo toque das mãos foi reconhecido e Grad recebeu um prémio da Fundação CIBA, uma fundação científica fundada por um grande laboratório farmacêutico. Ele efectuou experiências com sementes de cevada, com ratos e análise da estrutura molecular da água.
Nas suas experiências com sementes de cevada, Grad fez o seguinte:
Substituiu humanos por plantas e animais, para evitar o efeito placebo.
Colocou sementes de cevada de molho em água salgada (retarda o crescimento), com objectivo de criar plantas doentes. Pediu a um curador psíquico (um passista) que fizesse imposição das mãos sobre a água salgada (água tratada), num recipiente, que seria usada para a germinação das sementes.
As sementes foram colocadas em água salgada (tratada pelo passista e não tratada). Foram colocadas de seguida numa estufa, onde o processo de germinação e crescimento foi acompanhado.
Bernard Grad verificou que as sementes submetidas à água tratada pelo passista germinavam com maior frequência do que as outras.
Depois de germinadas, as sementes foram colocadas em potes e mantidas em condições semelhantes de crescimento.
Após várias semanas, e de acordo com uma análise estatística, as plantas regadas com a água tratada eram mais altas e tinham um maior conteúdo de clorofila. (Medicina Vibracional, Ed. Cultrix, Richard Gerber, 1997).
Bernard Grad efectuou outra experiência muito interessante:
Grad lembrou-se de dar a água para pacientes psiquiátricos segurarem. Essa mesma água foi depois usada para tratar as sementes de cevada. A água energizada pelos pacientes que estavam seriamente deprimidos, produziu um efeito inverso ao da água tratada pelo passista: ela diminuiu a taxa de crescimento das plantinhas novas (Jeanne P. Rindge in As Curas Paranormais, George W. Meek, Ed. Pensamento, 10ª edição, 1995, Cap. 13, pp. 158-159).
O passe espírita é uma transfusão de energias psíquicas e espirituais que alteram o campo celular, contribuindo assim para a saúde física e psíquica da pessoa necessitada
Ainda numa outra experiência:
«...Grad analisou a água quimicamente para verificar se a energização (através do passe pela imposição das mãos) havia provocado alguma alteração física mensurável. Análises por espectroscopia de infravermelho revelaram a ocorrência de significativas alterações na água tratada pelo passista... o ângulo de ligação atómica da água havia sido ligeiramente alterado... bem como diminuição na intensidade das ligações por pontes de hidrogénio entre as moléculas de água... e significativa diminuição na tensão superficial.» (Gerber, 1997).
Bernard Grad efectuou ainda experiências com ratos. Numa delas,
Grad produziu a doença do bócio em ratos e separou-os em dois grupos. Contactou um famoso curador, o Coronel do Exército Húngaro, aposentado, Oskar Stabany, que pegava nos ratos durante 15 minutos de cada vez, durante 40 dias.
Embora todos os animais apresentassem um aumento da tiróide, «os ratos pertencentes ao grupo tratado pelo curador apresentavam uma proporção significativamente mais baixa de casos de bócio.» (Gerber, 1977).
Numa outra experiência, Grad pegou em:
48 ratos que foram submetidos a uma pequena cirurgia e separados em 3 grupos.Um dos grupos foi tratado pelo curador (passista).
«Nos ratos pertencentes ao grupo tratado pelo curador, o processo de cicatrização das feridas era significativamente mais rápido.» (Gerber, 1997).
Estes estudos foram comprovados pelos Drs. Remi J. Cadoret e G. I. Paul, na Universidade de Manitoba, em condições de rigoroso critério, que concluíram: «os ratos tratados por pessoas dotadas de poderes curativos apresentaram uma velocidade de cicatrização significativamente maior.» (Gerber, 1997).

José Lucas – Portugal


Bibliografia: "Fluidoterapia: Evidências Científicas", trabalho apresentado pela Associação Cultural Espírita (Caldas da Rainha - Portugal) no 2º Congresso Espírita Mundial, Lisboa, 1998

domingo, 9 de outubro de 2011

DO SÉCULO DAS LUZES (CRÍTICA LITERÁRIA)

Despontou no mercado editorial uma obra como há muito não se via. No geral um romance histórico, que desfila dramas pessoais e guarda belas lições morais, mas por detrás desta bem conhecida configuração da literatura mediúnica guardam-se algumas jóias filosóficas: teorias sobre a história, a sociedade e a liberdade, que nos fazem lembrar os grandes clássicos de Emmanuel. Nada do mundo espiritual, nem vampirismos ou licantropia, magia negra e xamanismos ou qualquer destes atrativos da imaginação que abarrotam as estantes, desonrando conceitos sérios em paródias infantis redigidas em péssimos português.

Do século das luzes, de Rafael de Figueiredo, é uma obra sóbria do começo ao fim. Simples, no melhor sentido da palavra, junta o virtuosismo literário à clareza que o torna acessível a todos os leitores. Uma obra com camadas, que comove pela narrativa, alimenta a curiosidade ou retrata uma fase pouco conhecida dos primórdios do espiritismo; ou um pouco de tudo isto junto.

Mesmo o seu processo de redação traz peculiaridades dignas de nota. O autor revela no prefácio que o panorama geral do livro lhe surgiu em sonhos muito vívidos, e que inúmeros espíritos colaboraram para o seu desenvolvimento, de modo que é relativamente vaga a autoria espiritual.

Uma outra característica que salta aos olhos é a presença de citações diretas de outros autores do período, algo incomum para o gênero psicográfico, e que no caso da obra de Rafael parece cair como uma luva. O desenvolvimento psicológico das personagens batem rigorosamente com o desenvolvimento da sociedade nas décadas que antecedem a Revolução Francesa, e os estudos feitos por elas a respeito de filósofos como Rousseau, Voltaire, Kant e Platão lançam novas e instigantes perspectivas sobre o papel deles na emancipação intelecto-moral da humanidade, sem o que o Espiritismo e outros avanços do século XIX seria impensável.

O livro revela também partes da vida e do caráter de Mesmer, com quem conviveram brevemente os protagonistas; incomoda pela descrição vívida dos terrores do Santo Ofício em fins do século XVIII e na pátria do progresso; arrebata a alma através do desenrolar da vida de Jean, santo anônimo como as figuras humildes e grandiosas de Emmanuel; transporta-nos, enfim, para a vida campestre e monástica da França absolutista, fazendo-nos conhecer bordéis e salões com tanta riqueza de detalhes que, não se tratasse de obra espirita, deveria garantir prêmios e títulos ao autor.

Mas o que mais nos motiva a celebrar este livro é o fato de termos encontrado nele algumas das teses principais que defendemos aqui neste caderno virtual. De certa forma ele preenche uma das muitas pequenas lacunas que tentamos cobrir com um estudo histórico e filosófico do Espiritismo. As linhas de conexão entre o Iluminismo e o Espiritismo são aí evidentes. Os conflitos graves experimentados por intelectuais e almas nobres vinculadas ao catolicismo, tendo de rever muitas de suas posições fundamentais graças ao progresso realizado por aquele século, retrata perfeitamente a guerra ideológica ainda vivida entre o novo e o velho, a liberdade e a autoridade.

Agradecidos, guardamos a esperança de receber outras obras tão ilustradas da mediunidade florescente de Rafael de Figueiredo.

FONTE: Humberto Schubert Coelho – autor do livro “Genealogia do Espírito”, publicado pela FEB em 2009.

(link:http://filosofiaespiritismo.blogspot.com/2011/10/do-seculo-das-luzes-critica-literaria.html)

 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Espiritismo: Evidências científicas - I

Li essa série de artigos e gostei e decidi compartilhar no blog com as devidas indicações do autor.

Espiritismo: Evidências científicas - I
José Lucas


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Associação Cultural Espírita de Portugal
Muito se fala de Espiritismo, mas muito pouco se conhece desta doutrina. Iremos hoje iniciar um conjunto de artigos que abordarão experiências científicas que comprovam algumas das teses que o espiritismo advoga.
«Fui à associação espírita e fui ao "passe magnético"» ou «Fui à associação espírita e bebi um pouco de água magnetizada que me auxiliou no problema X », são algumas das afirmações que por vezes ouvimos de quem frequenta uma associação espírita. Outros perguntam com muita propriedade: «Mas o que é isso do passe magnético ou da água fluidificada, isto é, o que é a Fluidoterapia»?
No meio espírita existe um termo que é muito comum - a fluidoterapia - isto é, a capacidade de, através da doação de fluidos (energias), interferir positivamente na saúde das pessoas, seja através do passe espírita ou através da fluidificação da água.
Pensamos, pois, que seria bem útil que todos nós tivéssemos conhecimento das descobertas científicas efectuadas em torno da fluidoterapia, para que assim pudéssemos mais eficazmente passar esta ideia às pessoas que recorrem à associação espírita, dando-lhe a ideia que a fluidoterapia encerra: uma prática séria, baseada no amor, nada supersticiosa, nada ritualística e com fundamento científico.

O passe espírita é uma transfusão de energias psíquicas e espirituais que alteram o campo celular. Não é uma técnica. É um acto de amor. Não foi inventado pelo Espiritismo, mas foi estudado por ele. Jesus utilizava-o.
Quando duas mentes se sintonizam, uma passivamente e outra activamente, estabelece-se entre ambas uma corrente mental, cujo efeito é o de plasmar condições pelas quais o "activo" exerce influência sobre o "passivo". A esse fenómeno denominamos magnetização. Assim, magnetismo é o processo pelo qual o homem, emitindo energia do seu perispírito (corpo espiritual), age sobre outro homem, bem como sobre todos os corpos animados ou inanimados. Temos, portanto, que o passe é uma transfusão de energia do passista e/ou espírito para o paciente.
No passe, a mente reanimada reergue a vida microscópica (celular). O passe tornou-se popular pela sua eficácia. O paciente assimila os recursos vitais, retendo-os na sua constituição psicossomática, através das várias funções do sangue.
«Podemos dizer que o passe actua directamente sobre o corpo espiritual de três formas diferentes: como revitalizador, compondo as energias perdidas; dispersando fluidos negativos contraídos; auxiliando na cura das enfermidades, a partir do reequilíbrio do corpo espiritual.
A água magnetizada nas associações espíritas contribui para uma melhoria da saúde física e psíquica de quem necessita
A água cobre 2/3 da superfície da Terra e representa cerca de 70% das moléculas que constituem o corpo humano.
A água fluída é a água normal, acrescida de fluidos curadores. Estes fluidos são introduzidos pelos espíritos amigos, bem como pelo magnetizador. São fluidos de boa qualidade. A quantidade da água não é importante, basta um pouco. A qualidade dos fluidos, essa sim, é importante. Os fluidos agem sobre a água modificando-lhe as propriedades.
«A água é extremamente sensível a muitos tipos de radiações. O cientista americano de pesquisas industriais Robert N. Miller e o físico Prof. Philip B. Reinhart inventaram quatro instrumentos independentes, para demonstrar que um pouco de energia emanada das mãos de um curador pode dar início a uma alteração da ligação molecular entre o hidrogénio e o oxigénio das moléculas de água» ("As curas Paranormais", George Meek, Ed. Pensamento, 1995).
«Considerando que o corpo é composto de água na sua maior parte, e desde que descobrimos que a água é extraordinariamente sensível às irradiações de um amplo espectro de energias; considerando, ainda, que estamos a aumentar a nossa possibilidade para detectar e medir instrumentalmente o fluxo de várias energias que emanam do corpo do curador, podemos enxergar as inferências disso como sendo de grande projecção.» (idem)
Modernamente, podemos encontrar vários estudos de cariz científico, que vêm comprovar as teses espíritas em torno do passe e da fluidificação da água, dando, portanto, uma base de aceitação bem maior, principalmente junto daqueles que desconhecem o Espiritismo.
Na próxima semana relataremos as experiências do Dr. Bernard Grad, no Canadá, com sementes de cevada, ratos e humanos.


José Lucas – Portugal


Bibliografia: "Fluidoterapia: Evidências Científicas", trabalho apresentado pela Associação Cultural Espírita (Caldas da Rainha - Portugal) no 2º Congresso Espírita Mundial, Lisboa, 1998

sábado, 24 de setembro de 2011

RESUMO DE EVIDÊNCIAS DE UM CASO DE REENCARNAÇÃO ENTRE MUÇULMANOS

Eu tive a oportunidade de recolher pessoalmente relatos que evidenciam o processo de reencarnação, até aí tudo normal. Acontece, porém, que esse relato foi contado por uma família muçulmana no sul da Rússia. Região que não conhece o Espiritismo e conta com maioria da população muçulmana.

Tudo começou com um suicídio. Um jovem com vinte anos, aproximadamente, estava apaixonado por sua prima. A intensidade da paixão era tanta que dificilmente podemos desvincular da existência de uma situação anterior. A recusa e o modo atrapalhado com que ela conduziu o fato, jogando com os sentimentos do rapaz, contribuíram para o ato desesperado. O jovem optou por enforcar-se amarrando uma corda no tubo de calefação do apartamento. Sua mãe e sua sobrinha encontraram o corpo obstruindo a porta, perdurado na sala.

O choque foi imenso, até hoje, passado mais de uma década a família tem dificuldades de tocar no assunto. As informações que obtivemos foram fruto de conversas informais, pois não compreenderiam nosso interesse se falássemos de Espiritismo. Na cultura islâmica é necessário demonstrar a dor diante da perda, o que sabemos não tem uma repercussão positiva no espírito recém desencarnado, principalmente em casos mais complicados como o suicídio. Não que não se deva demonstrar a tristeza perante o fato, mas sabemos que o espírito continua vivo e sentindo as impressões emocionais que dirigimos a ele. Quanto mais desordenadas essas impressões mais o prejudicamos.

Entre lágrimas a família passava os dias. Um ano havia se passado e vez por outra membros da família relatavam que o jovem suicida aparecia em seus sonhos e pedia preces, ao mesmo tempo em que tentava com palavras acalmar os familiares. A pessoa com maior dificuldade de aceitar a morte do filho era a mãe do rapaz, talvez o pai se sentisse pior, mas não demonstrava. Mais de um ano havia se passado e a mãe continuava melancólica e choramingando pelos cantos.

Uma noite ela sonha com o filho. Ele aparece em seu sonho e diz para que ela não mais chorasse, pois ele estava bem e estava voltando. Foi bastante enfático nessas afirmações, inclusive dando algumas informações precisas que no momento me escapam da lembrança. Na manhã seguinte toca o telefone. É a filha mais velha do casal, irmã do rapaz falecido, que liga para sua mãe para avisar que está grávida.

Essa informação foi um alento para aquela mãe. Tinha convicção que o filho estava de volta, mesmo que sua crença não a auxiliasse na adoção dessa idéia. Dali para adiante passou a observar o comportamento daquele menino que nasceria alguns meses mais tarde de modo especial. O comportamento, as feições e até mesmo marcas de nascença somente reforçavam a convicção de que seu filho havia reencarnado agora como seu neto.

Lamento não ter podido obter relatos mais precisos, mas o contexto cultural dificultava essa intenção. De qualquer forma, essa manifestação é apenas mais uma constatação da reencarnação como uma lei biológica pautada pela lógica e justiça divina.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

OS OLHOS DE VER E OS OUVIDOS DE OUVIR…

Quando Jesus pronunciou estas palavras, talvez estivesse interessado em apontar as pessoas que é preciso extrema prudência em nossos julgamentos.

Sempre que observamos ou consideramos algo o fazemos sob nosso ponto de vista, e essa avaliação é carregada das mesmas limitações e preconceitos que possuímos. E se as possuímos é porque não temos condições de percebê-las. Esta sem dúvida é nossa grande dificuldade, este paradoxo nos limita a capacidade de perceber a realidade de um modo que sequer temos conseguido avaliar.

Essa questão pode parecer um tanto vaga, mas ela tem um papel de grande vulto em nosso modo de viver e igualmente nas atitudes e conceitos que estabelecemos como conduta de vida. Incapacitados de perceber a realidade precisamos vivenciar choques emocionais de grande intensidade para se colocar no lugar do outro e conseguir ver as coisas como o outro vê. Progredimos com isso, pois aprendemos a ver a vida de modo diferente, dilatando nossa capacidade de interpretar e compreender. Sendo possível então ter uma idéia aproximada de como nosso semelhante vê o mundo, entretanto apenas aproximada, pois estamos em constante mudança.

A prova latente desse comportamento esteve nos canais de televisão nesta última semana. O drama revivido das tragédias terroristas, a comoção e os apelos midiáticos que quase sempre tem fins velados. Aquele que não consegue ou não está interessado em tentar compreender a realidade vivida por um membro de outra cultura não tem a menor condição de avaliar seu modo de experimentar e interpretar a vida. Nem consegue perceber sua parcela de responsabilidade, seja individual ou coletiva, nos fatos que acontecem.

Esse modo prepotente de acreditar que nosso ponto de vista deve se sobrepor ao de nosso próximo leva as distorções que temos visto, até mesmo na política internacional. Como é o caso de povos que defendem a justiça em guerras. Quem está com a razão? Aquele que matou três mil num ato de vingança ou aquele que matou dois milhões vingando-se por sua vez? Podemos aqui fazer uma analogia perfeita com os casos de processos obsessivos, onde vemos seguidamente o obsessor acusando sua vítima de um crime anterior, entretanto o ciclo-vicioso se arrasta, cada um bolando uma forma mais dolorosa e ardilosa de se vingar por sua vez.

 

 

Essa visão distorcida da realidade é muito comum em nosso meio, vai desde as pequenas coisas até as manipulações de opiniões com fins escusos produzidos por governos e instituições privadas, como redes de televisão.

A questão principal é que enquanto não nos dermos conta de que nossa opinião é apenas nossa opinião não conseguiremos aceitar as diferenças e os interesses mesquinhos prevalecerão. Se não me esforçar para me colocar no lugar do outro e tentar minimamente viver o conceito de Confúcio (Fazei aos outro o que gostaria que fizessem para contigo) sequer conseguiremos perceber a quão limitada é nossa capacidade de interpretar a realidade. Que a mesma tem diversas formas. E que impor um ponto de vista aos outros é uma responsabilidade quase sempre pesada demais para carregarmos nos ombros. Devemos lembrar que tudo que fazemos tem conseqüência, mesmo quando emitimos uma opinião.

pelo espírito FRANÇOIS RABELAIS

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

INSTRUÍ-VOS E AMAÍ-VOS

O desenvolvimento do espírito crítico é uma das bases do processo educacional, e podemos dizer também, do próprio senso de liberdade do ser humano. A Doutrina Espírita tem em essência uma relação muito estreita com esse conceito, pois tem por objetivo libertar as consciências dos preconceitos, das imperfeições que nos atrelam as sombras de nossa individualidade.

Estimulando a criatura humana a reflexão e descoberta de suas próprias verdades, ou seja, a liberdade individual em sua mais alta condição, o Espiritismo vem propor uma revolução de metas e ideais dentro da própria alma humana. Por isso, vamos encontrar o Espírito de Verdade afirmando que devemos amar-nos e nos instruirmos. Iniciando uma longa jornada de autoconhecimento, através do exercício da paciência e da perseverança.

Infelizmente é muito difícil encontra alguém que viva essa experiência de modo plenamente consciente. Ao que parece marchamos aos encontrões, desviando de rota e sendo chamados ao caminho reto por meio do sofrimento, que não nos permite desviar muito de nossos reais objetivos existenciais. Não basta compreender está realidade, é preciso arrancá-la dos livros e vivenciá-la de modo consciente. Nesse ponto esbarramos nas imensas limitações que encontramos no seio do próprio movimento espírita devido a incompreensão de nossa realidade.

De um modo geral, quanto mais aprendemos mais arrogantes nos tornamos, salvo raríssimas exceções, caminhando no sentido inverso a proposta esclarecedora que dela somente conhecemos as entrelinhas ou sabemos copiar citações de algum livros que mostramos a todos carregar em baixo do braço. As limitações que temos visto nos grupos de trabalho em centros espíritas não estão assentadas nas dificuldades intelectuais, como as pessoas imaginam comumente. Existe uma espécie de cegueira gerada pela vaidade e pelo orgulho. Existe uma imensa dificuldade generalizada no momento de aceitar que a criatura ao nosso lado possa não concondar com nosso ponto de vista. Como se os postulados espíritas de fraternidade e compreensão somente existissem para ser pregados aos outros e não para serem vividos. Esquecemos que é necessário respeitar o processo de amadurecimento de cada um.

Temos visto companheiros de ideal que esquecem que mais importante do que citar o número de uma questão de “O Livro dos Espíritos” é viver em toda sua plenitude a transformação que esses enunciados nos fazem refletir. Nesse aspecto se concentra toda a essência do Cristianismo em sua proposta transformadora. Deus age em nós através de nossa própria consciência e ninguém irá nos questionar quanto as páginas lidas. A instrução é fundamental, mas não ela em si mesma, pois somente tem sentido se empregada em nossa intimidade desenvolvendo nossa capacidade de compreender a realidade íntima e lutar por melhorá-la.

Bem certo, que o outro extremo também é prejudical. Já que a falta de instrução coloca as criaturas longe dessa capacidade de avaliar com bom senso o mundo que a cerca. Por conta disso temos as distorções que surgem vez que outra no próprio Espiritismo. Sem contar os modismos, como as transformações do mundo com o mínimo esforço, como se o processo evolutivo não fosse gradual e exigisse árduo e perseverante trabalho da parte de cada um de nós, ou ainda, os reflexos incoerentes em imagens e fotografias que alguns companheiros desavisados propalam aos quatro cantos tratar-se da manifestação de um espírito. Atiram no próprio pé, fornecendo instrumentos de escárnio e descrença a qualquer indíviduo de bom senso que tomasse o primeiro contato com o Espiritismo por meio dessas idéias ingênuas e insuficientemente fortes perante argumentação bem construída. Kardec já mencionava os espíritas excessivamente crentes que sem ter essa intenção faziam mais mal do que bem as convicções que professavam.

Também podemos citar os casos de excentricidades mediúnicas, onde alguns encarnados adoram o fato de poder se colocar na condição de óraculo, que tudo sabe e tudo vê. Esquecendo sua real condição numa tentativa insana de suprir a necessidade de ser o centro das atenções, ingenuamente rivalizando com Deus. Não são poucas, infelizmente, as situações que observamos onde o centro espírita trabalha muito mais como um estimulador da dependência do que no sentido exato do Espiritismo, que seria o de promover e estimular a liberdade da consciência.

Essa dependência parece agradar médiuns e dirigentes vaidosos que, por falta de compreensão de si mesmos, não conseguem ver que caminham no sentido contrário das idéias que dizem abraçar. É preciso alimentar nas pessoas o interesse pelo aprendizado, esse aprendizado sério, que liberta. Que estimula cada um a enfrentar os dramas que atingem sua própria intimidade. As grandes batalhas da vida não são exteriores, mas travadas nos recessos de nossa alma. É para essas batalhas que devemos nos preparar. Através de uma fé raciocinada, que será forte em nossos momentos de maior fraqueza. Não basta crer é preciso compreender aquilo em que cremos e através deste forte pilar amarrar nossos corações, para que  quando a tempestade sacolejar nossos princípios mais sinceros estejamos seguros do caminho a seguir. Amar ao próximo não é uma frase bela para ser lida em conferências, mas um exercício constante que precisa ser praticado diariamente, para que com o passar dos séculos possa se tornar um hábito.

Espíritas instruí-vos, pois a instrução lhes fortalecerá e ajudará nos momentos de crise, mas não esquecei-vos de amai-vos, pois é no amor que se encontra toda a motivação para a Vida e a força de seguir adiante.

pelo espírito G.D.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A MORTE

Porque a morte propicia tanto sofrimento e catadupas de pranto, acarretando desespero no mundo, é válido lembremos que:

a semente morre para que surja a plântula tenra;

transforma-se a ostra, de modo a produzir a pérola preciosa;

estiola-se a flor, emurchecida, a fim de que provenha o fruto que guarda, na essência, o sabor;

morre o dia nas tintas do poente, de modo que o véu cintilante da noite envolva a Terra;

morre a noite, entre as lágrimas do orvalho, para que o manto aurifulgente do dia consiga embelezar a amplidão;

o rio morre na exuberância do mar;

fana-se o homem para que se liberte o Espírito, antes cativo.

* * *

À frente disso, vemos que a morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, essencialmente. Tudo é transformação, tudo é recriação...

A lágrima de agora se tornará sorriso.

A dor atual prepara a ventura porvindoura.

A saudade que punge hoje, fomenta o sublime reencontro de logo mais.

Morte é vida, agora o sabemos...

* * *

Habitue-se, caro coração, a refletir a respeito da morte, com serenidade e confiança em Deus, porque você não ignora que, por mais se aturda, desarvore ou se inconforme, essa é a única regra para a qual não se conhece exceção.

Prepare-se, amando e trabalhando no bem grandioso, até que você, um dia, igualmente se transforme em ave libertada da prisão – escola corporal.

A morte tão somente revela a vida mais amplamente. Pense nisso.

Rosângela.

Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira.

Em 18.03.2011.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CHICO XAVIER VIRA DESENHO PARA A TV

 
Foi aprovado pela Ancine o orçamento de R$ 500 mil para a série animada para a TV “As aventuras de Chico Xavier”. É uma versão do filme, com passagens reais da infância do médium, mas, segundo seus produtores, a Lighthouse SP e a mineira Big Jack Studios, sem apelo religioso.

...E mais

A ideia de “As aventuras de Chico Xavier” é “apresentar ao público infantil os exemplos de cidadania, amor ao próximo e convívio fraterno deixados por este grande brasileiro”. A estreia será na TV paga.

Fonte: Patrícia Kogut – Jornal “O GLOBO”

domingo, 14 de agosto de 2011

RELATÓRIO DE ATIVIDADES

Ficamos um pouco afastados do contato com os nossos blogs, mas nesse período de atividades foi possível colher interessantes informações e aprendizados. Apesar das dificuldades que surgem em nosso caminho quando nos propomos a difundir as idéias espíritas podemos nos considerar satifestos com os resultados sempre que conseguimos visualizar os fatos além do superficial.

Aproveitei a necessidade de visitar a família do outro lado do mundo para dar uma parada na França e realizar minha primeira palestra em francês. Sempre ouvi dizer que alguns amigos espirituais ainda agarrados aos equivocos da agressividade tentam obstruir e dificultar as atividades quando nos propomos a viajar para falar das idéias espíritas. Não foi diferente comigo. Desde a perda das malas e suas consequentes complicações até mesmo agressões gratuitas e inexplicáveis, que sem o espiritismo seriam impossíveis de compreender, em resumo, tivemos uma viagem movimentada. Nossa jornada teve seus empecilhos, mas nada que não pudesse ser contornado com um sorriso. O que esperar se o mais nobre dos espíritos em nosso planeta recebeu dele uma coroa de espinhos?

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A atividade em Paris transcorreu com bastante tranquilidade e nossa convivência com os participantes foi das mais agradáveis. Nossa gratidão a Pierre-Etienne, responsável pelo grupo.

Já na Russia recebemos com alegria o contato de um de nossos correspondentes russos nos informando que estavam se reunindo para estudar a Doutrina Espírita. Este era o primeiro grupo espírita que encontravamos na Russia, país ao qual estamos fortemente ligados por laços familiares. Quem tem acompanhado as nossas produções em nosso blog em russo pode imaginar a alegria que nos invadiu com essa notícia.

Está nos nossos planos não somente auxiliar a organização do movimento espírita nos países russofônos com produção escrita, mas igualmente auxiliar diretamente os grupos através de visitas pessoais. Entretanto, é preciso que eu obtenha fluência no idioma antes disso.

Ainda na Russia pude participar de uma atividade muçulmana, uma espécie de purificação espiritual de uma residência. As pessoas havia mudado de residência e surgiu a possibilidade de participar da atividade exclusiva ao sexo masculino. Não perdi a oportunidade.

Sentamo-nos todos em círculo. Com os pés descalços e atendiamos as orientações dos religiosos responsáveis por conduzir a atividade. Nos alimentamos como manda a tradição. O comportamento dos mulás lembrava muito o dos padres católicos na Idade Média, mais interessados na comida que ali estava fartamente colocada do que em atender as expectativas daqueles que os chamaram para ali estar.

Como eu não sabia a forma que deveria me comportar procurava tudo imitar sempre acompanhando atentamente tudo o que se passava ao meu redor. Durante toda a viagem meu guia espiritual e outros amigos espirituais estiveram presentes me dando assistência. Solicitei o auxílio para que tudo corresse bem. Respeito todas as crenças e gostaria de contribuir também respeitosamente para o bom curso das atividades que participava naquele momento. Pude perceber a presença de Frei Felipe, que viera acompanhado de um outro espírito vinculado ao Islã. Nossa forma de ver Deus transcende as convenções religiosas, pois acreditamos que a única religião de Deus é o Amor e dessa forma toda manifestação cultural da fé deve ser respeitada. Compreendi muito bem a função de ambos ao meu lado quando pude perceber que havia entre nós alguns espíritos de pensamento radical. Esses espíritos de condição bastante materializadas continuavam apegados as convenções que mantinham quando encarnados e viam com desconfiança a minha presença entre eles, mas a companhia de Frei Felipe e do espírito que viera com ele mantiveram os demais bastante comportados.

Não pude definir nenhum detalhe desses amigos espirituais que velavam por mim, mas pude perceber que a presença do espírito ligado as tradições muçulmanas impôs enorme respeito aos demais, que mesmo contrariados não tinham outra alternativa que se afastarem. Não posso dizer qual a impressão que eu provocava entre os componentes encarnados da atividade. Estava entre muitos amigos, que me respeitavam justamente porque sabiam que eu também os respeitava. Essa questão é fundamental para a boa convivência entre culturas e convicções religiosas diferentes. O radicalismo, que as vezes vemos, mesmo entre os espíritas, é sempre uma prova de falta de compreensão e amadurecimento espiritual. Costuma-se atribuir uma visão radical aos nossos irmãos muçulmanos, o que não é verdadeiro. Claro que existem pessoas que interpretam de modo equivocado as leis naturais, há igualmente aquelas que radicalizam os ensinamentos religiosos por conta de interesses pessoais. Porém, não podemos rotular os muçulmanos dessa forma. Existem pessoas com uma visão muito ampla do “O Corão”, que nada deixam a dever aos nossos mais elevados representates das tradições reliosas ocidentais. Lembremo-nos que durante as CRUZADAS, por exemplo, eram os Papas que conclamavam os senhores feudais a ingressar na luta pela conquista de Jerusálem prometendo que aqueles que matassem os muçulmanos teriam lugar assegurado no paraíso. São equívocos históricos que permeiam as mais antigas tradições religiosas da humanidade.

Ouvi os mulás entoarem e lerem trechos em árabe do livro sagrado islâmico por quase duas horas. As pernas doiam quando as atividades finalizaram e pude, então, me levantar. Como em todas atividade concernente a religião a eficiência dos rituais e crenças está diretamente ligada a vontade e desenvolvimento moral dos envolvidos. Gestos e frases decoradas são meros acessórios. A atividade em si não fez nem mal nem bem, mas cada um recolheu dela aquilo que fez por merecer. Aqueles que apenas pensavam na refeição certamente que não foram os mais favorecidos, nem os outros que perdiam tempo com pensamentos radicais. Entretanto, não podemos deixar de destacar que havia entre nós pessoas de fé sincera, que conseguiram estabelecer certos vínculos com os bons espíritos que lá estavam e disso colheram bons frutos.

A tolerância e o respeito entre os seres humanos é sem dúvida umas das principais qualidade que precisamos exercitar. Espero poder trazer mais alguns comentários de nossa experiência pessoal para enriquecer nossos textos nas próximas semanas.

Rafael.

sábado, 9 de julho de 2011

OS MODISMOS NO ESPIRITISMO

Uma das características que nos diferencia como seres humanos é a nossa capacidade de refletir, de pensar e tomar as próprias decisões segundo a capacidade e experiência adquirida. Allan Kardec em seu trabalho de difusão da Doutrina dos Espíritos preocupava-se muito com os rumos do Espiritismo no porvir, temia que o modismo desvirtuasse conceitos e que outros interesses viessem a prejudicar a excelência de sua obra.

Kardec costumava afirmar que aquelas pessoas céticas e arazoadas eram mais importantes para o fortalecimento do Espiritismo que seus adeptos cegos e prontos a repetir conceitos sem refletir se os mesmos faziam sentido. Por conta disso, ele confiou no bom senso e pregou que a Doutrina Espírita deveria caminhar ao lado da ciência, tranformando-se segundo a lógica de argumentos sólidos e na maior parte comprovados de modo empírico.

A questão continua sendo a mesma em nossos dias atuais. De um modo geral somos bastante preguiçosos quando exigidos a pensar, preferimos repetir os conceitos de outros autores, de médiuns famosos, ou de livros com os quais simpatizamos.

Se Deus fala conosco através de nossa consciência precisamos desenvolver em nós mesmos os fundamentos daquilo que acreditamos e não consiguiremos fazer isso imitando ou repetindo o que os outros fazem ou dizem. O Espiritismo nós convida constantemente a reflexão, motiva-nos a descoberta de nosso próprio caminho na vida.

Infelizmente estamos acostumados a preferir as coisas prontas, é mais fácil copiar as idéias ou simplesmente imitá-las do que buscar a nossa própria verdade. Esse hábito de não utilizar nossa capacidade intelectual nem nossos sentimentos com sinceridade para encontrar o caminho a seguir nos faz ser classificados entre os espíritas crentes que sem querer fazem mais mal do que bem ao Espiritismo. É verdade que as raízes desse comportamento passam por hábitos do passado, mas não podemos viver justificando nossos erros em função do passado, é preciso um esforço maior de transformação.

Quero me explicar. A literatura espírita, por exemplo, tornou-se muito atrativa do ponto de vista financeiro as editoras. A cada ano o número de editoras se multiplica, os livros publicados seguem no mesmo ritmo, porém não se pode dizer o mesmo da qualidade do material publicado, que parece seguir o caminho inverso. A qualidade do livros espíritas tem caído muito. É bem verdade que as editoras precisam sobreviver, algumas delas o fazem com pujança, basta ver suas instalações, mas tem funcionários a pagar e fazem um trabalho útil de porpagação da idéias espíritas. Acontece, porém, que essa busca por material a publicar faz com que as coisas tendam a perder o controle de qualidade. Antes de procurar os conceitos espíritas bem fundamentados acaba-se preferindo uma obra que não ficará pegando pó nas prateleiras, e terá forte apelo comercial.

Tal fato dá origem a distorções grotescas, quando vemos conteúdo místico e oriundo de fontes pouco idôneas lançando idéias obtusas no meio espírita. As vezes basta alguém conhecido tocar no assunto, e com a melhor das boas intenções, mas que não se aprofundou no estudo da idéia, para que a mesma seja aceita entre os espíritas como uma verdade incontestável. Esse comportamento é de responsabilidade nossa, de nossa falta de coerência e aprofundamento da idéia.

Kardec preocupava-se com os modismos e dizia que para essas questões o tempo era o melhor conselheiro, pois aquilo que estivesse distante da realidade desapareceria por si só. Esse modismo está muito empreganado em nossa sociedade contemporânea, é fácil constatar isso em nossos hábitos diários. No meio espírita podemos citar o exemplo de palestras, conferências e  livros que se valem do apelo comercial, muitas vezes deixando de lado a lógica e a ciência, essenciais ao Espiritismo, que despontam e se multiplicam sem que questionemos a validade ou a objetividade de tratar desses assuntos. Será que são realmente importante? Não temos questões de maior importância para nos preocupar? Continuamos enraízados na política do menor esforço, preferimos que as coisas mudem num passe de mágica e não com o esforço constante a o concurso do tempo.

Podemos dizer, sem medo de estarmos equívocados, que o aspecto principal do Espiritismo é a nossa transformação moral. O impulso que deveria dar na mudança de comportamento da sociedade através dos nossos exemplos. Entretanto, continuamos nos deixando atrair pelo bezerro de ouro e pelas histórias que falam de mistérios e profecias. O Espiritismo veio trazer luzes onde antes haviam as trevas da ignorância. Veio com essa luz mostrar o caminho a nossa frente que precisamos trilhar com nosso esforço e trabalho. O passado nos atrela ao misticismo e superstições, mas é preciso um esforço no sentindo de compreender o Espiritismo em sua razão de existir: a transformação moral de nós mesmos. Essa questão é fundamental para que possamos nos dizer espíritas.

pelo espírito Frei FELIPE

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O JOVEM E O CENTRO ESPÍRITA

Muito sensata a opinião de Raul Teixeira, eu sou um exemplo desse comportamento. Com 20 para 21 anos comecei a psicografar, e lá se vão 10 anos, porém as portas não estão sempre abertas no movimento Espírita para os jovens. Se eu não tivesse encontrado um agrupamento simples e dotado de bom senso talvez eu não houvesse publicado nenhuma obra mediúnica. A obstrução da juventude no centro espírita acontece em larga escala, como se fosse necessário apresentar cabelos brancos para possuir juízo e responsabilidade. A prudência é bem vinda e sensata no Espiritismo, mas a desconfiança sistemática que a juventude é vítima no movimento espírita envelhece e paralisa seu pleno desenvolvimento.

Não devemos sem critério entregar responsabilidades superiores aos jovens servidores do bem, mas analisar cada caso e deixar que sigam seu desenvolvimento natural, por seu próprio mérito e esforço. Somos responsáveis pelas dificuldades e impedimentos que colocamos no caminho do jovem no centro espírita, sejamos prudentes para que nossa consciência não se levante contra nós mais tarde.

sábado, 18 de junho de 2011

VOSSOS FILHOS E VOSSAS FILHAS PROFETIZARÃO.

Um relato de Allan Kardec, constando na Revista Espírita de 1865:

O Sr. Delanne, que muitos de nossos leitores já conhecem, tem um filho com a idade de oito anos. Esse menino que ouve a cada instante falar de Espiritismo em sua família, e que freqüentemente assiste às reuniões dirigidas por seu pai e sua mãe, assim se achou

iniciado em boa hora na Doutrina, e, às vezes surpreende com a justeza com a qual raciocina os princípios. Isto nada tem de surpreendente, uma vez que é o eco das idéias nas quais foi embalado, também não é o objetivo desse artigo; o que o trouxe na matéria do fato que vamos reportar, é que tem seu propósito nas circunstâncias atuais.

As reuniões do Sr. Delanne são graves, sérias e mantidas com uma ordem perfeita, como devem ser todas aquelas às quais se quer fazer tirar frutos. Se bem que as comunicações escritas ali tenham o primeiro lugar, ocupa-se também acessoriamente, e a título de instrução complementar, de manifestações físicas e tiptológicas, mas como ensinamento, e jamais como objeto de curiosidade. Dirigidas com método e recolhimento, e sempre apoiadas em algumas explicações teóricas, estão nas condições desejadas para levar a convicção pela impressão que elas produzem. É em tais condições que as manifestações físicas são realmente úteis; elas falam ao Espírito e impõem silêncio à zombaria; sente-se em presença de um fenômeno do qual se entrevê a profundeza, e que

se afasta até da idéia do gracejo. Se essas espécies de manifestações, das quais se tem tanto abusado, tivessem sempre se apresentado dessa maneira, em lugar de ser como divertimento e pretexto de questões fúteis, a crítica não as teria taxado de malabarismos; infelizmente, freqüentemente, não se tem senão lhe dado ensejo.

O filho do Sr. Dalanne se associa freqüentemente a essas manifestações, e influenciado pelo bom exemplo, as considera como coisa séria.

Um dia se achava na casa de uma pessoa de seu conhecimento, jogavam no pátio da casa com sua pequena prima, com idade de cinco anos, dois pequemos garotos, um de sete anos outro de quatro. Uma senhora moradora no térreo, convidou-os a entrar em sua casa, e lhes deu bombons. As crianças, como delas se pensa bem, não se fizeram de rogadas.

Essa senhora disse ao filho do Sr. Delanne:

Como te chamas, meu filho?

- Resp. Eu me chamo Gabriel, senhora.

- Que faz teu pai?

- R. Senhora, meu pai é Espírita.

-Eu não conheço essa profissão.

- R. Mas, senhora, isso não é uma profissão; meu pai não é pago por isso; ele o faz com desinteresse e para fazer o bem aos homens.

- Meu homenzinho, não sei o que quereis dizer.

- R. Como! jamais ouvistes falar das mesas girantes?

– Pois bem, meu amigo, eu muito gostaria que teu pai viesse aqui para fazê-las girar.

- R. É inútil, senhora, tenho a força de fazê-las girar eu mesmo.

- Então, queres tentar, e me fazer ver como se procede?

- R. De bom grado, senhora.

Dito isto, sentou-se junto de uma mesinha de salão, e fez colocar seus três pequenos companheiros, e hei-los todos os quatro pousando seriamente suas mãos em cima. Gabriel fez uma evocação de um tom muito sério e com recolhimento; apenas terminou-a, com a grande estupefação da senhora e das crianças, a mesa se levantou e bateu com força.

- Perguntai, senhora, disse Gabriel, quem vem responder pela mesa.

- A vizinha interroga, e a mesa soletra as palavras: teu pai.

- Essa senhora torna-se pálida de emoção. Ela continua: Pois bem! meu pai, quereis me dizer se devo enviar a carta que acabo de escrever?

- A mesa respondeu: Sim, sem falta.

- Para me provar que és bem tu, meu bom pai, quem está aqui, gostaria que me dissésseis há quantos anos morrestes?

- A mesa bateu logo oito golpes bem acentuados. Era justo o número de anos.

- Gostarias de me dizer teu nome e o da cidade onde morreste?

- A mesa soletrou esses dois nomes.

As lágrimas jorraram dos olhos dessa senhora que não pôde continuar, tanto foi alterada por essa revelação e dominada pela emoção.

Seguramente, este fato desafia toda suspeição de preparação do instrumento, de idéia preconcebida, e de charlatanismo. Não se pode mais colocar os dois nomes soletrados à conta do acaso. Duvidamos muito que essa senhora teria recebido uma tal impressão numa das sessões dos Srs. Davenport, ou qualquer outro do mesmo gênero.

De resto, não é a primeira vez que a mediunidade se revela nas crianças, na intimidade das famílias. Não é isso o cumprimento desta palavra profética: Vossos filhos e vossas filhas profetizarão. (Atos dos Apóstolos, cap. II, v. 17.)

ALLAN KARDEC

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Código Internacional de Doenças (OMS) Inclui Influência dos Espíritos - Medicina Reconhece Obsessão Espiritual

Por Dr. Sérgio Felipe de Oliveira*

A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.


No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.


O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.


- Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (HOJE OBRIGATÓRIA) de Medicina e Espiritualidade.

- Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

- Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

*Dr. Sérgio Felipe é médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP.


Fonte: Site da Federação Espírita Brasileira - FEB

http://www.febnet.org.br/site/noticias.php?CodNoticia=903

segunda-feira, 6 de junho de 2011

NOVIDADES

Uma boa noite aos amigos leitores e seguidores do blog.

As atividades e responsabilidades tem crescido muito nesses últimos meses. No princípio nosso blog serviria para atender aos leitores das obras publicadas que nos dirigiam questionamentos. Criar o blog nos pareceu a forma ideal de se aproximar desses leitores. Atendida essa expectativa e motivado pela espiritualidade, assumimos a responsabilidade de patronar o movimento espírita nos países de idioma russo, o que vem sendo feito de modo sério e gradual. A criação do blog em russo nos aumentou enormemente as atividades, pois precisavamos escrever textos e responder questionamentos em um idioma que ainda estou longe de dominar. Se não fosse o auxílio de minha esposa que faz toda a tradução para o russo esse trabalho seria inviável.

Hoje tivemos o empurrão que faltava por parte da espiritualidade para a criação do blog em francês. A partir dessa nova etapa de difusão do Espiritismo que estamos engajados um novo campo de ação se abre exigindo maior dedicação e mais do que nunca seriedade. Com a nova reformulação na estrutura dos blogs ficará mais fácil ao público leitor a navegação nos diferentes blogs. Todos os 3 blogs estão vinculados entre si e sob minha supervisão direta. Vamos evitar publicar textos de diferentes idiomas no mesmo blog, criando canais exclusivos para “speakers” de português, russo e francês. Agradecemos a participação de todos os amigos que nos acompanham diariamente. Vocês são a razão desses blogs existirem.

Que os amigos espirituais assistam a todos nós em nossos intuitos de fazer o bem ao próximo.

Fraterno Abraço,

Rafael

sábado, 4 de junho de 2011

Привилегия служения: Альберт Швейцерр

Альберт Швейцер

1875-1965 гг.

Проходящие годы оставляют на всём теле морщины, но впадать в уныние – значит, создавать морщины в душе. Тот, кто говорил это, дорогой читатель, хорошо знал, о чём говорил.

Для него всегда найдётся место среди великих личностей 20-го века: Альберт Швейцер (1875-1965). Он тот, кто никогда не терял оптимизма. Полный доброй воли, он был редким человеком многогранной деятельности. Артист и мыслитель, а также человек действия. Доктор философии и теологии, уроженец Эльзаса и сын пастора, он очень рано начал писать. Он опубликовал блестящие труды о жизни Иисуса. Выдающийся органист, он был великим почитателем Баха (1685-1750), чьи произведения он популяризировал через свои благородные учения, посвятив себя композиции.

В 30 лет он мог считать себя счастливым человеком и посвятить себя ремеслу музыканта, теологии и письму, как слишком неблагодарным видам деятельности. Ему были открыты пути славы и богатства. Тем не менее, в своих мемуарах, он писал:

«Раздавленный весом такого великого счастья, я спрашивал себя, достоин ли я быть счастливым. Право на счастье, эта проблема в моей внутренней жизни, превратилась в настолько важную тему, что я оказался охваченным сочувствием за все страдания, царившие в мире.

Это чувство и этот вопрос определили своей взаимной реакцией мою концепцию жизни и оставили след в моей судьбе. Я отдавал себе отчёт в том, что у меня не было права принимать все эти дары – счастье, здоровье и способность трудиться.

Глубокое сознание своих привилегий давало мне понять, с каждым днём всё яснее, слова Иисуса: «Мы не имеем права жить для самих себя». Тот, кто обладает привилегиями, должен делить их с другими, чтобы все были равными. Тот, кому не знакомо страдание, должен внести свой вклад в облегчение страданий своего ближнего. Мы все должны попытаться понять страдания других и разделить с ними их боль.

Швейцер мог распространять свои идеи на больших площадях Европы благодаря своему дару оратора и писателя, но ему уже этого не хватало. Надо было выходить из счастливой земли и идти навстречу страждущим существам.

Предпринимая это, он нуждался в том, чтобы поставить на службу добру религиозные теории установления божественных законов. Медицина показалась ему достойной площадкой. Таким образом, не колеблясь, он осуществил на практике свой проект, который он лелеял с детства: стать врачом.

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В 30 лет он вновь сел на студенческую скамью университета и записался в медицинскую школу Страсбурга. Его семья и его известные друзья: Ромен Роллан (1866-1944), французский писатель, и Шарль Мари Видор (1844-1937), французский композитор и органист, его преподаватель музыки, осудили эту идею.

Видор от имени всех выразился следующим образом:

«Вы словно генерал, идущий на фронт с винтовкой».

Но Швейцер хорошо знал, чего хотел. Непоколебимый, он предался учёбе и делал большие усилия, чтобы примирить учёбу со своей деятельностью. Получив свой диплом, он уехал в Африку со своей супругой Элен Бресслау, которая во всём разделяла его идеи. Он откладывал деньги, заработанные своими концертами и конференциями. Сэкономленные средства использовались для строительства больницы, предназначенной для больных в Ламбаренэ (Габон).

Таким образом, он осуществил своё самое дорогое желание: служить людям.

Он это делал с такой преданностью и любовью, что в 1952 году ему была присуждена Нобелевская премия мира в знак признания его работы. Его кончина в 1965 году стала событием в международной прессе.

Врач и музыкант-миссионер, Альберт Швейцер скончался в возрасте 90 лет в Габоне, в Ламбаренэ.

В течение полувека он служил африканскому народу с беспримерной преданностью. Великий доктор тихо ушёл из жизни под аккорды Баха, которого он так любил и виртуозно исполнял. Прекрасный музыкант, замечательный оратор, блестящий писатель, эрудит в теологии, он навсегда останется в нашей памяти.

Он достиг высшего подъёма (реализации), близкой к Иисусу: забыть о себе самом ради тех, кто страдает.

Морщинистое тело от пребывания в течение десятков лет под ослепительным африканским солнцем. Душа без единого пятнышка, питаемая светом блага.

В спиритическом учении Аллан Кардек классифицирует эгоизм как элемент, порождающий все несчастья человечества. Провозглашая лозунг: «Вне милосердия нет спасения», он представил нам путь, ведущий победе над ним. По мере того, как мы стараемся помогать ближнему, мы начинаем сражаться с ним и побеждать.

Такие Духи, как Альберт Швейцер, с детства обладают чувством верного направления. И ориентируются на добро. Совершенно вписываясь в цели существования, эти Духи уже рождаются с призванием к труду на благо ближнего. Отрекаясь от эгоизма, они не могли бы поступить иначе.

Автор: Ришар Симонетти; Журнал: Реформадор,

n° 2142, сентябрь 2007 года.

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sábado, 28 de maio de 2011

Société d'égoïstes

Qui est-ce qui cause la plus grande partie des maux de la terre, si ce n'est le contact incessant des hommes méchants et pervers ? L'égoïsme tue la bienveillance, la condescendance, l'indulgence, le dévouement, l'affection désintéressée, et toutes les qualités qui font le charme et la sécurité des rapports sociaux. Dans une société d'égoïstes, il n'y a de sûreté pour personne, parce que chacun, ne cherchant que son intérêt, sacrifie sans scrupule celui de son voisin. Beaucoup de gens se croient parfaitement honnêtes parce qu'ils sont incapables d'assassiner et de voler sur les grands chemins ; mais est-ce que celui qui, par sa cupidité et sa dureté cause la ruine d'un individu et le pousse au suicide, qui réduit toute une famille à la misère, au désespoir, n'est pas pire qu'un assassin et un voleur ? Il assassine à petit feu, et parce que la loi ne le condamne pas, que ses pareils applaudissent à son savoir faire et à son habileté, il se croit exempt de reproches et marche tête levée ! Aussi les hommes sont-ils constamment en défiance les uns contre les autres ; leur vie est une anxiété perpétuelle ; s'ils ne craignent ni le fer, ni le poison, ils sont en butte aux chicanes, à l'envie, à la jalousie, à la calomnie, en un mot à l'assassinat moral. Que faudrait-il pour faire cesser cet état de choses ? Pratiquer la charité ; tout est là, comme dit Lamennais.

Allan Kardec, Revue Spirite, juillet 1865.

O Filme dos Espíritos

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domingo, 22 de maio de 2011

ELES VIVEM

Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.

Eles não morreram.

Estão vivos.

Compartilham-te as aflições, quanto te lastimas sem consolo.

Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciastes, quando não mais conseguiam responder às interpelações que articulaste no auge da amargura.

Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou a tua dor.

Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles, e quase sempre se transformam em cirineus da ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeita a memória perguntando porque...

Pensa neles com a saudade convertida em oração.

As tuas preces de amor representam acordes de esperanças e devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.

Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-ás consigo por infatigáveis zeladores de teus dias.

Se muitos deles são tem refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.

Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da existência no plano material...

Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de novo despertar.

EMMANUEL

Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 20 de setembro de 1974 em Uberaba/MG.

sábado, 14 de maio de 2011

VICTOR HUGO

"Amar é viver além da vida. Sem esta fé, nenhum dom perfeito do coração seria possível; amar, que é o objetivo do homem, seria o seu suplício. O paraíso seria o inferno. Não! digamos bem alto, a criatura amante exige a criatura imortal. O coração necessita da alma".

“O prodígio desta grande partida celeste, que chamam morte, é que os que partem não se afastam. Estão num mundo de claridade, mas assistem, como testemunhas enternecidas, ao nosso mundo de trevas… Estão no alto, e muito perto. Ó, quem quer sejais, que vistes desaparecer na tumba um ente querido, nãos vos julgueis abandonados por ele. Está sempre lá. Está ao vosso lado mais do que nunca. É um erro acreditar que tudo se perde na obscuridade desta fossa aberta. Aqui tudo reaparece. O túmulo é um lugar de restituição. Aqui a alma retoma o infinito, aqui ela readquire sua plenitude.

Essas palavras foram ditas por Victor Hugo durante o enterro de uma jovem em seu exílio em Guernesey.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

MÉDIANIMITÉ DE L’ENFANCE

Médianimité de l'enfance.
(Société de Paris, 6 janvier 1865. - Médium, M. Delanne.)


Lorsque, après avoir été préparé par l'ange gardien, l'Esprit qui vient s'incarner, c'est-à-dire subir de nouvelles épreuves en vue de son amélioration, alors commencent à s'établir les liens mystérieux qui l'unissent au corps pour manifester son action terrestre. Là est toute une étude, sur laquelle je ne m'étendrai pas ; je ne vous parlerai que du rôle et de la disposition de l'Esprit pendant la période de l'enfance au berceau. 

L'action de l'Esprit sur la matière, dans ce temps de végétation corporelle, est peu sensible. Aussi les guides spirituels s'empressent ils de profiter de ces instants où la partie charnelle n'oblige pas la participation intelligente de l'Esprit, afin de préparer ce dernier, de l'encourager dans les bonnes résolutions dont son âme est imprégnée. 

C'est dans ces moments de dégagement que l'Esprit, tout en sortant du trouble où il a dû passer pour son incarnation présente, comprend et se rappelle les engagements qu'il a contractés pour son avancement moral. 

C'est alors que les Esprits protecteurs vous assistent, et vous aident à vous reconnaître. Aussi, étudiez la figure du petit enfant qui dort ; vous le voyez souvent « sourire aux anges », comme on dit vulgairement, expression plus juste qu'on ne pense. Il sourit en effet aux Esprits qui l'entourent et doivent le guider. 

Voyez-le éveillé, ce cher petit ; tantôt il regarde fixement : il semble  reconnaître des êtres amis ; tantôt il bégaye des mots, et ses gestes  joyeux semblent s'adresser à des figures aimées ; et comme Dieu n'abandonne jamais ses créatures, ces mêmes Esprits lui donnent plus tard de bonnes et salutaires instructions, soit pendant le sommeil, soit par inspiration à l'état de veille. De là vous pouvez voir que tous les hommes possèdent, au moins à l'état de germe, le don de médiumnité. 

L'enfance proprement dite est une longue suite d'effets médianimiques, et si des enfants un peu plus avancés en âge, lorsque  l'Esprit a acquis plus de force, ne craignaient pas parfois les images des premières heures, vous pourriez beaucoup mieux constater ces effets. 

Continuez à étudier, et chaque jour, comme de grands enfants, votre  instruction grandira, si vous ne vous obstinez pas à fermer les yeux sur ce qui vous entoure.

UN ESPRIT PROTECTEUR.

Revue Spirite, fevrier 1865.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

JUSTIÇA OU VINGANÇA?

Não precisamos ter uma grande capacidade de observação para perceber que nossa sociedade toma rumos perigosos. A televisão essa semana está pródiga de exemplos nesse sentido. A exaltação a violência, o culto ao revanchismo e vingança pessoal.

Vamos aos casos para uma análise mais detalhada.

Um motorista de ônibus, contratado pela prefeitura municipal do interior de um estado brasileiro, conduz um ônibus velho e sem condições de segurança até sofrer um acidente onde desencarnam várias crianças. Não vamos discutir as razões desse desencarne coletivo, sabemos que nada acontece sem uma justa razão, entretanto, não desejo abrir margem a especulações. A lógica nos faz compreender que o motorista não teve a intenção de matar essas crianças, pois é ele também uma vítima da sua própria imprudência. Irá carregar esse remorso para o resto de seus dias, se não for forte o suficiente poderá pensar em suicídio ou se matar aos poucos através do álcool e das drogas.

Os familiares das crianças desencarnadas clamam por justiça. A justiça sempre acontece, lembremos que a justiça dos homens não é nem imparcial, nem tem posse da visão geral da situação, que incluí o aspecto espiritual e também de existências anteriores. Podemos começar a palpitar sobre alguns responsáveis. Podemos culpar a prefeitura que aceitou que um veículo sem condições de segurança transportasse crianças, ou lembrar da empresa contratada que não dava a devida manutenção no ônibus. Assim é fácil clamar por justiça, porém, e nossa parcela de responsabilidade? Como assim? Quando sonegamos impostos, quando os políticos desviam o dinheiro que deveria ter um fim público, o efeito pode ser a falta de recursos para a manutenção de um veículo escolar. Estou equivocado? O que dizer, por exemplo, das mães e pais que deixavam todos os dias os filhos na porta do velho ônibus, mas que não reivindicaram um transporte melhor se recusando a deixar seus filhos viajar? A humanidade no auge do desespero tende a eleger culpados, mas esquece que acaba sempre por externar um sentimento de culpa quando assim o faz. É um comportamento natural, uma forma de assimilar a dura realidade em pequenas doses.

Ante o sofrimento não percamos tempo com acusações. A nossa consciência é nosso juiz implacável e incorruptível. O motorista do ônibus irá conviver o resto de sua existência e, talvez ainda, tantas outras encarnações, com o remorso de sua imprudência ou imperícia. Portanto não confundamos justiça com sede de vingança.

Nenhuma punição trará nossos filhos de volta. Não vejam as crianças como perdidas, mas como pássaros libertos que Deus quis próximo de si, pois seu tempo nesse mundo de iniqüidades e sofrimentos já havia se esgotado. Como diria o psicólogo Viktor Frankel, “sejamos dignos de nosso sofrimento”. Não desejemos o mal a outrem, sejamos melhores do que isso, pagando o mal com o bem. Quando nos colocamos no direito de julgar e exigimos vingança não somos melhores do que a pessoa que desejamos punir, nos rebaixamos ao mesmo nível. Por vezes somos piores, pois a falta aconteceu num momento de insanidade, mas ódio é a insanidade em si, e precisou de tempo para amadurecer e chegar a um potencial destrutivo. Temos maior responsabilidade na medida em que tivemos mais tempo para refletir.

Vejam os excessos que ocorrem pelo mundo a fora nesse sentido. Onde está a justiça no assassinato do criminoso? Combatemos loucura com loucura? Os cegos no auge da ilusão vibram, como os bárbaros de outros tempos, sedentos de sangue, como se o assassinato de alguém fosse a glória de um povo. Não podemos ser melhores do que isso? Será que não estamos confundindo a tão propalada justiça com desejo de vingança?

Como ainda temos que caminhar! Quanto ainda há por amadurecer meus companheiros de humanidade! Estamos longe de compreender a mensagem tão simples do sábio carpinteiro. “Amai ao próximo com a si mesmo”. O que mais me entristece é que são os jovens, talvez por serem mais inexperientes e absorvem as ideologias em voga com mais facilidade, que se destacam vibrando com bandeiras e ideologias preconceituosas em frente a televisão, como se o mundo houvesse ficado melhor com base em assassinatos e violência. Como somos pequenos! Nossa ignorância é tamanha que não percebemos que não passamos de marionetes nas mãos de interesses econômicos e políticos.

A nossa esperança é que tudo na vida marcha incessantemente rumo ao progresso e que com o tempo seremos uma sociedade melhor, realmente justa. Compreendendo melhor o sentido desse termo, e, quem sabe depois disso possamos também aprender a ser fraternos.

O desabafo de um espírito.

São Leopoldo, 04 de maio de 2011.