sexta-feira, 1 de agosto de 2025
Novo livro
quinta-feira, 24 de julho de 2025
Novo livro
quinta-feira, 17 de julho de 2025
NOVIDADES
terça-feira, 11 de outubro de 2022
Buscar a paz interior
terça-feira, 4 de outubro de 2022
Esperança e oportunidade
quinta-feira, 10 de março de 2022
Em tempos de crise
sexta-feira, 16 de julho de 2021
O Espiritismo e a vacinação
O livre arbítrio nos abre as portas para muitos argumentos e opções, mas não nos exclue da responsabilidade individual ante a convivência em sociedade. Nossa liberdade termina onde começa a liberdade do outro. Portanto, não podemos usar o argumento do livre arbítrio se essa escolha afeta um grupo ou um povo. É o primeiro argumento que o espiritismo levantaria na questão da vacinação.
Outro aspecto inconfundível é o conhecimento de que nossas atitudes sempre tem consequências. Não importa se alguém disse, se eu li num livro espírita ou se um médium comentou numa palestra, escolhas são sempre individuais e cada um de nós arcará com as consequências. Se eu tenho um remédio e estou doente, talvez a lei humana me permita escolhas, até recusar o tratamento. Porém, se eu piorar ou vier a desencanar obviamente terei que assumir a responsabilidade por minha escolha. Se me impuser um auto flagelo desnecessário vou arcar com as consequências disso. Escolhi passar por isso, e não poderei reclamar do resultado após o desencarne. Em uma epidemia existe o agravante da minha escolha ter vitimado alguém que não optou por sofrer, que teria tomado o remédio se assim pudesse, mas foi afetado por minha escolha.
Como veem a questão é objetiva, mas suas consequências são complexas. Podemos sempre contar com a misericórdia divina e com o auxílio de nossos irmãos caridosos para mitigar nosso sofrimento, mas devemos refletir bem sobre nossas escolhas.
terça-feira, 11 de maio de 2021
Otimismo
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
JUDAS MODERNO
Semana passada visitei uma agremiação que se intitula espírita. Vi diversos participantes em conversação bastante interessante. Debatiam sobre a política brasileira, expressando arazoada e pertinaz opinião. Justificavam o voto citando o cansaço da roubalheira, a volta dos valores da família (entendam familia cristã) e a necessidade do combate a violência. Admito que fiquei muito curioso. Naquele momento não tive a oportunidade de me inteirar de quem se tratava, se falavam de um candidato, de um plano de governo, mas o defendiam com ardor. Entretanto, a convicção daquelas pessoas me pareceu contagiante.
Como não estamos no planeta a passeio tive que seguir. Haviam muitos afazeres a concluir antes de retornar as atividades de socorro. Admito que fiquei curioso. Precisava encontrar uma forma de sanar minhas dúvidas.
Minha compreensão não vai muito além daquela que possuía quando ainda encarnado, por isso quis buscar orientação superior a minha. Foi com semblante bastante grave de meu conselheiro e amigo que tive certeza de que não me enganara.
"Política é uma ciência bastante antiga, surgiu para minimizar conflitos, permitindo que pessoas com opiniões distintas pudessem dialogar e resolver diferentes questões. Porém, política reflete o conteúdo de uma sociedade. Ela será mais ou menos eficiente de acordo com a maturidade dos envolvidos."
Essa única frase me fez compreender que não estamos refletindo nada realmente diferente do que somos.
Eu queria entender o que era possível fazer.
"Os meios de comunicação atual deram vozes a todo e qualquer indivíduo. E cada qual expõe aquilo que traz dentro de si, na etapa evolutiva em que se encontra". Allan Kardec foi cuidadoso ao não permitir que se discutisse política em seu grupo de estudos. Não desejava despertar a paixão tresloucada das pessoas. E é aconselhável que não o façamos. São opiniões pessoais, nada além disso e precisam continuar dessa forma. Se mudarmos a forma de amar e perdoar das pessoas isso irá ter reflexo na opinião que externam e nos ideais que abraçam".
"Hoje citam Jesus para construir uma narrativa de valores da familia. Senão vejamos, Jesus mandava pagar a violência com mais violência? Ele dizia para discriminarmos pessoas diferentes de nós mesmos? Condenar a prostituta?"
"Sabes quem desejava que Jesus apoiasse que a população pegasse em armas?"
Óbvio que eu não saberia a resposta, então ele continuou.
"JUDAS".
Ele não precisou continuar. Eu havia compreendido. Somos os Judas modernos que acreditamos que estamos mudando o mundo apoiando armas, preconceito e usamos levianamente o nome de Jesus para referendar essas idéias. Falamos disso abertamente nos centros espiritas, pois esquecemos da mensagem de Jesus. Estamos contagiados pelo desespero, ou ainda, plenos de egoísmo, vivendo nossos dias de equívocos coletivo, repetindo Judas.
Nos cabe a prece e o trabalho, para que embalados pela mensagem de fraternidade e perdão que realmente emanam de Jesus possamos enxergar melhor.
D.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
O Angustiante Panorama Atual
Nossa vida cotidiana nos leva, por vezes, por caminhos que temos dificuldades de controlar. Os desafios diários são tantos que parece nos faltar forças para dedicar atenção a nós mesmos, ao cuidado de nossa intimidade. Nosso repouso não é mais o momento de introspecção e silêncio, mas o alheamento ante a TV e redes sociais. Descuidamos de nós mesmos e colhemos o preço dessa falta de atenção.
Vivemos um período de pessimismo muito extremo, os comentários, os noticiários, são carregados de desinformação e imediatismo. Consideramos que o presente é o ápice do retrocesso cultural e moral. Porém, isso não é verdade! O mundo em que vivemos hoje não é pior do que o mundo em que sempre vivemos. Muito antes o contrário, o problema da modernidade é esse excesso e abundância de tudo, todos temos opiniões publicadas, e quase sempre não temos o zelo para usá-la. Essa avalanche de vozes nos leva a uma ansiedade angustiante. Angústia essa que contagia e corroe as raízes de nossa espiritualidade.
Desesperados, sem rumo, nos lançamos ao imediatismo, somos facilmente vitimas de imagens e ídolos que se colocam como alternativas a essa explosão de informações. Surgem algumas raras referências positivas em meio a inúmeras figuras oportunistas e desvairadas. E feito cordeiros, incapazes de perceber a própria incoerência, os seguimos, as vezes, os idolatramos e até mesmo os defendemos.
Entretanto, isso faz do mundo de hoje pior que o mundo de nossos avôs?
Se por um lado vivemos em uma ansiedade constante que nos tortura e nos faz perder o rumo, por outro, existem liberdades e conquistas individuais inimagináveis a décadas atrás. Se ainda não sabemos acalentar a tolerância em suas múltiplas facetas em nossos corações não é culpa do mundo, mas de nossa atrofia dos sentimentos e de nossa visão egoísta do mundo. A medicina, a ecologia, a igualdade de gênero, os direitos das crianças, as regras que regem um trabalho digno, o direito a educação e saúde, por mais precário que pareçam, são conquistas desse último século. Portanto, o mundo não regrediu.
Talvez se pudéssemos deixar um pouco de lado esse fascínio pelas coisas sem importância que hoje praticamente controla nossas vidas aprendêssemos a cultivar a vida com mais otimismo. Talvez se deixássemos de lado essa carência por ídolos e aprendêssemos a buscar referências em um contexto geral não seríamos tão radicais. Cultivar em nós mesmos uma vida com ideais mais singelos nos faria bem, acalmaria nossa mente e coração.
Não pensem que isso tudo não se reflita no próprio Espiritismo. Pois, essa abundância de informações, nos levou a uma explosão de autores e publicações, que em grande parte pouco ou nada tem de espíritas. Existe muito material “antigo” de uma atualidade sem par, que poderiam servir de referência, de bojo, para que pudéssemos selecionar o joio do trigo atualmente. Essa ansiedade pela modernidade e pela busca de respostas fáceis nos faz reféns de ídolos e opiniões. Lembremos que a força do Espiritismo está na pluralidade de suas fontes e não na idolatria de personagens, ninguém deveria ser erguido a condição especial. Afinal, todos somos humanos, falíveis e imperfeitos. Nenhum espírito ou médium é dono da verdade ou se coloca além da crítica.
As vezes, quando me pego angustiado pelo mundo com que me deparo, me acalmo e lanço o olhar ao passado e percebo que nada está fora do lugar. Ao que parece as vozes do jornalismo e da internet, que democraticamente, nos alcançam a todos ainda não descobriram seu verdadeiro potencial transformador. Por enquanto apenas resmungam e gritam, condenam e criticam, mas assim o fazem por ignorância, não percebem as alternativas. Construa ao seu redor o ambiente de paz que deseja viver e respiraras em harmonia fortalecendo-te para as lutas do amanhã.