terça-feira, 22 de junho de 2010

OS ESPÍRITOS PODEM SER FOTOGRAFADOS?

Através do email (nasbrumasdamente@gmail.com) recebi seguinte indagação, que nos foi enviada por um leitor do Rio de Janeiro, que no entanto, não se identificou.

“Os espíritos podem ser fotografados? Você não acha um exagero crer que imagens de focos luminosos sejam consideradas manifestações espirituais?”

Vamos começar pela primeira parte da pergunta. Os espíritos podem sim ser fotografados. Existem vários registros desse tipo.

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Na foto, William Crookes (prêmio Nobel de Química em 1907) com o espírito Katie King, que se manifestou por 3 anos através da médium Florence Cook.

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Na foto, Prof. Gustave Geley and Stanely De Brath com a sobreposição de uma imagem que foi reconhecida pelos presentes como uma amiga morta havia 6 anos.

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Na foto, Prof. Gustave Geley and Stanely De Brath com a presença de escrita direta sobre o negativo.

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As fotos acimas foram tiradas durante as experiências dos eminentes Prof. Charles Richet (Prêmio Nobel de Medicina em 1913) and Prof. Schrenck-Notzing de fenômenos de ectoplasmia através da médium Eva C.

Existem diversas outras fotografias desse gênero. Óbvio que se poderia argumentar que tais fotos não passam de montagens. Entretanto, a respeitabilidade dos pesquisadores nos embassa com relação a possibilidade desses fenômenos, sem contar com as inúmeras manifestações do gênero e seu incontável número de testemunhas.

Entretanto precisamos fazer algumas colocações a mais para responder sua segunda questão. É preciso que se compreenda que tais manifestações são pouco comuns, exigem situações singulares e tiveram seu auge durante o final do século XIX e início do século XX. Trata-se de um período em que a curisosidade científica se dedicou a estudar os fenômenos espirituais. Eminentes pesquisadores, como os recém citados, buscavam conhecer algo mais sobre a realidade dos fenômenos espíritas. Podemos dizer que foi um período de afirmações para o Espiritismo. Entretanto, essa fase passou, pois atualmente o foco maior encontra-se no desenvolvimento da compreensão, da filosofia e as repercussões dessas idéias sobre a ciência.

Sabemos que a manifestação de efeitos físico é complexa, e na maior parte das vezes desagradável tanto ao médium quanto para o espírito. Katie King durante os três anos de manifestações junto da médium Florence Cook, que chegou a ser hospedada por William Crookes em sua residência para ser melhor estudada, afirmava tratar-se de uma tarefa a ela imposta. Que a desagradava sobremaneira. O espírito aguardava ansiosamente o dia em que terminaria sua tarefa junto aos fenômenos de efeitos físicos.

Sabemos também que quanto mais desenvolvido for o Espírito mais desagradável se torna esse genêro de manifestações. Portanto, fica fácil concluir que os espíritos que as produzem não são muito adiantados, salvo raras excessões.

Com relação aos globos de luz fotografados posso dizer que existe uma questão histórica intrincada nesse tipo de fenômeno. Como se sabe o Espiritismo não foi inicialmente bem aceito nos países de língua inglesa. Na Inglaterra e nos Estados Unidos o espiritualismo diferia do Espiritismo por concentrar-se muito mais sobre os fenômenos do que sobre sua compreensão e filosofia, como fizera Allan Kardec com a codificação. Isso é um fato histórico. Prova disso é que o principal médium norte americano do século XIX, Andrew Jackson Davis, não aceitava a idéia da reencarnação, assim como o escôces Daniel Dunglas Home, que criticava abertamente Allan Kardec e o Espiritismo de modo até leviano. Entretanto, relevemos isso, pois realmente este último não conhecia o Espiritismo, apenas o que conhecia através dos dizeres de  outras pessoas, e todos podemos incorrer nesse mesmo tipo de erro.

Essa questão de focar na manifestação de fenômenos muito mais do que em sua compreensão e filosofia fez com que houvesse uma linha de raciócínio um pouco diferenciada no espiritualismo desses países. Algo que perdura até os dias atuais, mas que não impede que o Espiritismo por lá também se desenvolva valorosamente. Por isso não é de se estranhar que vejamos séries de televisão que mostrem encanadores com geringonças esquisitas caçando Espíritos em residências “mal assombradas”. Isso é uma questão cultural. Entretanto, Allan Kardec já enfatizava que os críticos de bom senso faziam e fariam muito mais bem ao Espiritismo que os espíritas excessivamente crentes, dispotos a tudo aceitar com facilidade. Acho que devemos ter esse tipo de bom senso.

Podemos nos perguntar: Se os espíritos já se manifestaram com tamanha nitidez ao ponto de interagirem perfeitamente com os “vivos” em fenômenos de ectoplasmia, porque se manifestariam apenas como focos luminosos? Que mensagem passariam com isso? Por isso prefiro deixar essa questão de lado, respeitando aqueles que pensam diferente e seguir a orientação do espírito Emmanuel, que transcrevo abaixo.

Francisco Cândido Xavier impressionado com a possibilidade de fazer sessões de materialização, passou a dedicar-se a esse tipo de questão, mas por muito pouco tempo. Não demorou para que o próprio Emmanuel se materializasse e de modo direto, típico de sua personalidade, admoestou todos os participantes, afirmando que estava ali para acabar com aquela brincadeira. Dizendo ainda, que deveriam se preocupar com coisas mais importantes.

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