domingo, 3 de março de 2013

A MORTE

MORRER É APENAS NÃO SER VISTO. MORRER É A CURVA DA ESTRADA. (FERNANDO PESSOA).

Falar da morte, mesmo entre os espíritas, ainda parece-nos um tabu. Costumamos ouvir que somente as pessoas mais sinistras referem-se a ela. Fazer referencia a morte, para muitos, é cair em atitude pessimista. Acontece, porém, que a falta da reflexão com relação a esse tema nos faz cair em graves equívocos que nos fermentam o drama da partida. Não falar da morte não a impede de acontecer. A morte é fenômeno biológico e natural, única certeza no caminho dos seres vivos.

Todas as conquistas humanas necessitaram do esforço para serem concretizadas, já a morte, é o único fenômeno que ocorre sem a necessidade de nosso esforço pessoal, ela simplesmente acontece, provando sua naturalidade. Esse medo tem nos impossibilitado de fazer maiores reflexões a respeito do assunto, permitindo que aceitemos conjunções simplistas, como a idéias de purgatório, céu e inferno, ou ainda, a nossa inexistência total após a morte.

Todas as crenças e filosofias destacam Deus como sendo onisciente, ou seja, infinita sabedoria. Será que este Ser de infinita sabedoria ter-nos-ia criado sem uma finalidade útil, quando mesmo nós, seres humanos, de inteligência bastante limitada, sempre realizamos qualquer coisa com vistas a um objetivo? A própria lógica refuta a idéia do nada.

Nós sobrevivemos à morte. Somos um ser que reside num corpo e não o corpo em si. Jesus fala a Nicodemos com muita clareza sobre a necessidade de nascer de novo para todos aqueles que quiserem entrar no reino dos céus. Vem crescendo o número de pesquisadores que apontam a consciência não mais como substrato do cérebro, mas como uma entidade que transcende a falência orgânica. Entre estes pesquisadores poderemos citar, Elizabeth K. Ross e Raymond Moody Jr. com suas constatações do perfeito funcionamento da consciência mesmo quando os pacientes encontravam-se clinicamente mortos, relatando minuciosamente detalhes das cirurgias e reportando-se a contatos que puderam ter com amigos e familiares já desencarnados nesse curto espaço em que estiveram mortos. O psiquiatra canadense, Ian Stevenson, e seus mais de dois mil e seiscentos casos academicamente catalogados de reencarnação também segue nesse mesmo caminho.

A crença na possibilidade reencarnatória está presente em todas as culturas, em todos os tempos, só foi excluída do Catolicismo, e, portanto da cultura ocidental, em 553 d.C. por ocasião do Concílio de Constantinopla. Onde o Papa estava preso pelo imperador Justiniano e as decisões foram tomadas tendo em vista interesses econômicos, políticos e pessoais. Essa idéia por parecer financeiramente atrativa, com a possibilidade da venda das indulgências, seguiu como um ponto cego até os dias atuais. Seria muito mais fácil extorquir dinheiro com o medo do inferno do que com a crença na reencarnação.

Estamos cientificamente muito próximos de aceitar a sobrevivência da consciência após a morte do corpo biológico, ao ponto de que aqueles que assim não aceitarem tais conclusões estarão manifestando todo o seu preconceito intelectual. O mesmo ocorreu com as idéias de Galileu, quando afirmou que a Terra não era o centro do universo, ou com a teoria de Darwin, que até hoje gera discussões entre os mais dogmáticos, existindo sempre os refratários no desenvolvimento das ciências.

Constatando essa verdade, aprenderemos a aceitar que somos espíritos que continuaremos a existir mesmo com a morte de nosso corpo. Sobrevivendo após a morte do corpo, porque Deus, que é a expressão máxima do Amor, nos impediria de travar contato com aqueles a quem amamos e continuam vivendo no mundo corporal? Sendo inconcebível tal atitude por parte de Deus chegamos à fácil conclusão de que existe a real possibilidade de estarmos junto aos nossos, estejamos encarnados ou desencarnados, culminando na possibilidade da comunicação entre os envolvidos.

A manifestação dessas inteligências fora do corpo sempre existiu, não foi o Espiritismo que as criou, Allan Kardec sempre fora enfático neste ponto. Aconteceu que sendo o codificador um pedagogo ele as organizou de maneira que elas pudessem ser mais didáticas, transmitindo gama maior de ensinamentos. E a partir de então, essas manifestações espirituais passaram a ser vistas sob um novo aspecto, até então, pouco percebido. Constatou-se que existia uma ciência e uma filosofia de cunho moral por detrás desses fenômenos. Foi assim que das mesas girantes se evoluiu para as comunicações utilizando-se do equipamento biológico dos médiuns. Culminando em um período muito especial, no início do século vinte, onde grandes vultos das ciências atestavam a todo instante a veracidade dos fenômenos espíritas. Foi o caso do físico e químico inglês, William Crookes, prêmio Nobel de química, que deixou escrito sobre os fenômenos espíritas que estudou: “Não digo isto é possível, digo isso existe”. Ou ainda, Alfred Russel Wallace, Charles Richet (prêmio Nobel de medicina), Gustav Geley, e tantos outros. Mas, infelizmente, os interesses mesquinhos da maioria dos cientistas materialistas fez calar momentaneamente essas iniciativas.

Contamos ainda com renomados cientistas, não espíritas, mas que igualmente erguem e ergueram a bandeira da sobrevivência da consciência após a morte. É o caso de John Eccles, um dos maiores neurocientistas do século XX, ganhador do prêmio Nobel de 1963, que afirmava que necessitaria haver uma relação entre a mente e a alma para que se pudessem explicar os fenômenos cerebrais. Por tudo isso é viável se acreditar que a comunicação entre esses mundos possa acontecer. Apesar das faculdades mediúnicas facilitarem essas comunicações, todas as pessoas apresentam essa possibilidade em maior ou em menor grau.

Os espíritos nos informam que é o corpo que precisa de descanso, posto que o espírito nos períodos do sono pode erguer-se e rumar para os locais que mais lhe atraem na espiritualidade. Não são poucas vezes que tomamos conhecimento, através da literatura espírita, que muitos encarnados durante o período de descanso corporal visitam seus entes queridos desencarnados. O fato de não lembrarem de tais eventos é devido às limitações de nosso cérebro, que somente resiste a uma existência, e seria seriamente danificado se nos lembrássemos de muito do que já vivemos enquanto espíritos imortais. O esquecimento se faz uma benção na medida em que nos permite recomeçar uma nova jornada educacional sem as amarras conscientes dos equívocos pretéritos, facilitando a reconciliação com espíritos rivais de outras épocas sob nova vestimenta corporal.

Interessante destacar quais as grandes contribuições que esse novo ponto de vista com relação à morte e a certeza da sobrevivência do espírito nos legam. Em primeiro lugar passamos a desenvolver uma atitude de fé racional, onde não aceitamos mais as coisas porque nos dizem, mas porque compreendemos. Kardec e os espíritos superiores sempre pregaram que somente deveríamos aceitar aquilo que estivéssemos aptos a entender, essa é uma das principais contribuições do Espiritismo, o estímulo ao livre pensar. Por conseqüência desta fé racional nos tornamos mais vigorosos em nossa crença, pois temos a aliança entre a filosofia e a ciência nos demonstrando o porquê do crer, qual seu benefício. É essa mesma fé fortalecida que nos auxiliará quando das tormentas, pois enfrentaremos as dificuldades com outra mentalidade, já que passamos a compreender a nossa responsabilidade em tudo, e que se não localizamos a origem dos problemas na encarnação atual é fácil deduzir que sua origem é anterior. As mortes prematuras passam a ser vistas sob outro enfoque, assim como as facilidades de que desfrutam alguns indivíduos com relação às dificuldades de muitos outros. Aprendemos que somos eternos, e que, portanto, voltaremos a nos encontrar com aqueles que partiram. Não somos marinheiros de primeira viagem, estamos há muito tempo nesta mesmo oceano que chamamos vida, aprendendo em conjunto.

Uma das principais contribuições do Espiritismo é, como disseram os espíritos que ditaram as obras básicas, ferir de morte o materialismo. Fornecer as pessoas à certeza de que a vida continua, que continuaremos sendo os mesmos após a morte, com as mesmas dificuldades, as mesmas virtudes, e que a fuga por conta do suicídio passa a ser caracterizada como uma saída pela porta dos fundos na escola da vida, que ao invés de resolver, agrava os problemas existentes.

Pensando assim, a morte perde seu poder amedrontador, passa a ser a dócil visitante que nos recolhe após uma existência rica em aprendizado nos convidando ao retorno ao verdadeiro lar. Não importa mais as correntes religiosas ou filosóficas, a visão limitada e dogmática que nos faz rivalizar uns com os outros, por conta de buscar afirmar cada qual a sua verdade, tudo isso perde força. Pois, em todas as crenças há um mesmo Deus, de Amor, e que nos quer bem. Desejando que não amemos somente a Ele, mas uns aos outros, o que passa a importar é a consciência tranqüila, a busca do bem, do amar, e sendo assim, é possível ver trabalhando na Doutrina Espírita espíritos das mais diferentes caracterizações religiosas, católicos, protestantes, taoístas, budistas, hindus, muçulmanos, etc. Espíritos que compreenderam além da visão limitada e muitas vezes preconceituosa da religião, e entenderam que acima de tudo a vida é uma escola.

Frei Felipe

9 de abril de 2006.

domingo, 27 de janeiro de 2013

APELO AOS ESPÍRITAS DE SANTA MARIA/RS

O papel do espírita, por menor que seja em sua instituição, não é apenas esclarecer, mas principalmente exercer a solidariedade. Natural do Rio Grande do Sul, mesmo que esteja neste momento do outro lado do mundo, me sinto profundamente comovido com a situação que vive a cidade de Santa Maria no dia de hoje.

Queria pedir aos espíritas dessa região que se preparem. Não é hora de falar da Doutrina Espírita, nem querer esclarecer aqueles que perderam alguém. Quem sofre precisa de carinho, de consolo e na maioria das vezes isso se faz emprestando o ouvido, o ombro, ou apenas dando um abraço. É para isso que peço que se preparem, para compreender aquilo que, por vezes, parece incompreensível, aquilo que por vezes faz doer tanto que pensamos que nunca mais vai passar. Lembro a todos que a vida não termina e que assim como aqueles que partem, os que ficam precisam de um pouco de compreensão e acolhimento.

Muitos familiares desses jovens visitarão nossos centros espíritas. Não vos faleis de leis de causa e efeito, que mais fará arder as feridas, mas lhes estimulem a esperança e a certeza de que mais adiante nos reencontraremos, haverá novos sorrisos e alegrias. Não existe noite sem dia. Sejam solidários com a dor alheia se colocando no lugar daqueles que sofrem. Abram as portas de suas instituições para acolher aqueles que precisam de ajuda, interrompam as atividades cotidiadas, se for o caso e possível, no exercício de auxílio ao próximo.

Li que o movimento tradicionalista (CTGs) da cidade se prontificou a fazer serviço de logística e hospedagem dos familiares que buscam informações proveniente de outras cidades. Gesto louvável, que enche de orgulho as pessoas que ainda creem na capacidade humana de ser solidário. Muitos voluntários da saúde se prontificaram a exercer a verdadeira medicina, pessoas de todos os lados se oferecem para ajudar de alguma forma. Nos deixemos contagiar pelos exemplos que surgem nos momentos de crise para mudar de uma vez por todas nossa passividade ante as pequenas tragédias que acontecem todos os dias. É hora de arregaçar as mangas e se oferecer ao serviço fraterno. Se nosso serviço não for necessário ainda assim podemos fazer nossa parte, nos recolhendo na intimidade doméstica em rogativa a tranquilidade de nossos irmãos.

sábado, 5 de janeiro de 2013

A INTOLERÂNCIA É APENAS MEDO AO NOVO

Poucas vezes, isolados pelo oceano atlântico, percebemos na prática a necessidade fundamental da tolerância religiosa. A intolerância, o egoísmo e o machismo de uma sociedade estão profundamente atrelados ao seu isolamento cultural. Quando os fluxos migratórios nós obrigam a conviver com culturas e crenças diferentes temos apenas dois caminhos a percorrer. A opção combativa, da rivalidade, do ódio, que não passa de um caminho sem fim, pois é impossível silenciar culturas milenares através da força, ou, a convivência fraterna. Quando temos amigos que pensam diferente de nós e mesmo assim somos capazes de conviver nos respeitando e, até mesmo, tendo momento de alegria juntos, percebemos quanto o ódio que leva ao conflito é absurdo. E não alimentamos mais essa via, pois queremos ver aqueles que amamos bem, mesmo que sejam um pouco diferentes de nós. Eis a necessidade do intercâmbio cultural.

O comportamento intolerante nasce em mentes atrasadas, pouco curiosas em obter novos aprendizados, preferindo adotar uma postura retrógada em afirmar que no passado tudo era melhor. E vemos isso em todos os domínios do conhecimento e relacionamento humano. O mundo muda constantemente independentemente de nossa opinião ou vontade. Essa miscigenação cultural é necessária ao aprendizado da fraternidade entre os povos, faz parte da evolução social. Os atritos que surgem também são inerentes ao progresso, pois são momentos de discussão, de adequação as encruzilhadas éticas que essa convivência suscita. O progresso não ocorre em momentos específicos, pois sua ação é ininterrupta e todos nós somos personagens ativos nesse processo.

Quanto mais rico culturalmente o indivíduo maior sua capacidade de compreender o outro, colocando-se em seu lugar, de se adaptar, de progredir e crescer. Somente pessoas cunhadas na escola da tolerância são capazes de compreender que existem momentos em que é preciso fazer silêncio para não produzir conflitos e deixar que o tempo faça a sua parte. Nenhuma mudança acontece sem a ação do tempo. Cada ser tem seu próprio ritmo de reflexão, alguns precisando de mais séculos que outros. A evolução tem feito obsoleto tudo àquilo que não contribui ao progresso da humanidade. Os absurdos que ainda assistimos ao ligar a televisão são questões que precisam ser debatidas e que contribuem para moldar nossos pensamentos.

A nossa falta de compreensão do que significa uma religião faz com vejamos alguns desses absurdos. Se aproximar de Deus é algo íntimo e intransferível, ninguém se põe a caminho dessa fraternidade através de outras pessoas. Estar de consciência tranquila e bem consigo mesmo é única forma de estar bem também com nosso próximo. Qualquer crença que não nos propiscie isso deixa de cumprir o papel de uma religião, pois ao invés de nos levar a calma nos impele a culpa e ao preconceito. Religião é um conceito íntimo que nos impulsiona a fraternidade com os outros, quem compreende isso deixa de se afirmar crente desta ou daquela forma de interpretar o mundo, pois essa pessoa está mais próxima de Deus do que qualquer texto ou pessoa que tenha a pretensão de lhe indicar esse caminho.

Frei Felipe

Derbent, 5 de janeiro de 2013

domingo, 23 de dezembro de 2012

CIÊNCIA E ESPIRITISMO

DIFERENTEMENTE DE OUTRAS DOUTRINAS, O ESPIRITISMO ESTIMULA SEUS ADEPTOS A LIBERDADE DE ENTENDIMENTO. A NÃO DOGMATIZAÇÃO DE SEUS POSTULADOS ABRE A POSSIBILIDADE PARA QUE CADA INDIVÍDUO ACEITE O QUE SUA RAZÃO PUDER COMPREENDER; PROFESSAR UMA CRENÇA QUE NÃO ENTENDEMOS SIGNIFICA ADOTAR UMA INVERDADE ÍNTIMA COMO REALIDADE, CONSTITUINDO UMA AGRESSÃO AO DIREITO DE LIVRE-ARBÍTRIO.(FREI FELIPE).

Veja bem, todo aquele que teve a oportunidade de concluir no mínimo o segundo grau, tem um relativo grau de instrução. Se tentarmos nos recordar de nossas aulas de química, com certa facilidade lembraremos do modelo atômico a nós apresentado, também o exploramos nas aulas de física.

Composto de núcleo e certo número de órbitas que variavam conforme a sua composição, conforme o elemento químico que representavam. Desta forma o número de órbitas variava em concordância com o número de elétrons que circundavam o núcleo. Mas a própria ciência reformulou este modelo, o átomo foi desmontado em mais algumas partes e seu funcionamento vem confundindo a cabeça de muitos estudiosos. Existe atualmente mais espaços vazios (ou desconhecidos) no interior destes átomos do que conteúdos que saibamos reconhecer.

Tomemos um exemplo, a sensação de tato é dada pelo contato entre esses elétrons. Portanto, não tocamos em nada, mas sentimos as cargas negativas que estes objetos possuem em sua formação atômica e isto nos dá a sensação de ter tocado algo. Mas espera aí, então a matéria não existe? Nosso corpo também é formado de elétrons, como ficamos? Para falar a verdade hoje a ciência nem sabe mais o que nós somos ou do que somos constituídos.

Mas estes mesmos físicos, que através das teorias da física quântica, que foi muito influenciada pelas descobertas de Einstein no século XX, falam de um elétron positivo, que é semelhante e encontra-se em oposição ao seu correspondente negativo, esse que nos acostumamos a conhecer na escola. Não o vemos, mas conseguimos detectá-lo pela influência que exercem em experimentos. Existiria então um mundo em posição oposta ao nosso, outro plano, um universo similar ao que residimos?

Acontece que a vibração de cada elemento os caracteriza e desta forma se fazem visíveis a nossa percepção ou não, esses diferentes padrões de vibração determinam diferentes organizações funcionais, conforme onde se encontra desenvolvida essa nossa percepção os percebemos ou não, porque nós também estamos organizados em vibrações diferentes e revestidos por átomos que variam também em sua formação. Se fosse possível acelerar demasiadamente uma partícula ela desapareceria para nós e reapareceria neste outro plano? O que para nós fica imaterial, neste outro plano transforma-se em matéria? Mas o mesmo Einstein formulou a teoria da relatividade, que nos diz que é impossível acelerar algo até a velocidade da luz, como fica este postulado? Sabemos que não alcançamos a velocidade da luz, mas isso ocorre porque ao nos aproximarmos destes valores a partícula acelerada se transmuta em outra forma de matéria? Estamos diante da constatação de uma velocidade negativa, o que já foi comprovado por Paul Dirac em experimentos.

Hoje cientistas se aproximam de um beco sem saída, Procuram uma teoria de unificação da física, mas sem se darem contas estão se aproximando da constatação da espiritualidade, mas não como algo sobrenatural e sim como um universo paralelo capaz de ser compreendido por outras leis físicas particulares a sua própria condição de existência.

Quando John Eccles, vencedor do prêmio Nobel de medicina de 1963 afirmou que as alternativas mecanicistas para explicar a consciência estavam esgotadas, e que a melhor alternativa era admitir a existência de algo extra-material a coordenar nossos pensamentos ele foi ignorado. Sua proposta foi tida, por alguns, como desvario da idade.

Roger Penrose, um dos maiores especialistas da atualidade em física relativista, catedrático em Oxford, tenta explicar esta mesma consciência através dos microtúbulos, um dos componentes formadores do cito-esqueleto celular. Saltos quânticos são as viagens dimensionais que nos colocam em contato constante com este universo paralelo? Se for isso o que existe lá? Se ao tentar explicar nossa consciência, e os modelos mais avançados caem nesta situação, onde está aquele que comanda nosso cérebro?

Aí então nos deparamos com uma inteligência que existe fora da matéria. Isso quem está dizendo não é nenhum Espírito, quem aponta nesta direção é a ciência humana, estes mesmos Homens de carne que teimam em não perceber o que está diante de seus olhos, bastando que encaixem as peças.

A inteligência é espiritual, existe e comanda nosso corpo de um universo paralelo. É lá que existimos, nós estamos lá comandando um corpo formado por átomos que se encontra do lado de cá. Confuso?! Pois é, mas isso prova que nós não somos este corpo de matéria densa, que existem seres que habitam um universo que é constituído de matéria organizada de uma forma diferente da nossa. Matéria sim, mas diferente da que conhecemos, onde as leis que a estruturam por conseqüência também necessariamente serão um pouco diferentes. Mas o mais importante de tudo isso, é a constatação de que “EU” não morro com o fim deste corpo, simplesmente porque “EU” não sou este corpo, eu o comando de um outro lugar, somente não me lembro exatamente disso pelas próprias diferenças no funcionamento destes lugares.

É preciso que aqueles que criticam o Espiritismo estudem mais para que não venham a parecer ingênuos ao fazer comentários sem a menor argumentação lógica. Ninguém é obrigado a aceitar nada.

A maior prova de que a ciência inicia um consistente namoro com as revelações espirituais é o fato de incluir em documentos que regem o exercício da medicina a possessão por espíritos não mais como uma doença alucinatória e sim como uma possibilidade viável de ocorrer, mesmo que inserida no contexto religioso e cultural.

Ao acompanhar médicos em pesquisas para buscar entender qual o funcionamento desta faculdade conhecida como mediunidade, que faz com que existam possibilidades de contato com este universo paralelo, e perceberem eles que existem alternativas de entendimento é prova maior do encontro que se dará no futuro entre a ciência e a espiritualidade. Se no passado a Glândula Pineal somente servia para regular a sexualidade nas primeiras etapas da vida infantil, hoje ela surge como estrutura capaz de registrar informações magnéticas, pelo mesmo funcionamento quântico que se encaminha o entendimento da consciência, a comprovar a realidade da comunicação com este outro mundo. Existe uma parte em nosso corpo material, em cada célula, elos de comunicação com esta matéria diferenciada, e que a passos largos mostra-se para a confirmação da ciência.

Se antes aceitávamos uma forma de funcionamento para este pequeno circuito a atuar em nosso cérebro, hoje, vislumbramos novas possibilidades, com novas explicações e constatações. A ignorância humana faz com que as pessoas acreditem que conceitos científicos estejam formulados com exatidão e por isso tornem-se irrevogáveis, aprisionando-nos em intransigentes formas de perceber o mundo. Muito ainda precisará ser alterado na forma limitada ao qual o ser humano se percebe e percebe ao próximo para que então, possa com melhores condições buscar entender superficialmente a obra de Deus. O progresso é continuo e independe de nossa vontade.

Frei Felipe

São Leopoldo, 5 de maio de 2005.

sábado, 24 de novembro de 2012

Cientistas examinam cérebro de médiuns brasileiros e fazem um inédita descoberta

Pesquisadores examinaram o cérebro de médiuns brasileiros e descobriram que áreas ligadas à linguagem tiveram atividade abaixo do esperado, o que poderia mostrar um estado de falta de foco e de perda da autoconsciência

A atividade cerebral em determinadas partes do cérebro dos médiuns diminui nas sessões de psicografia, revela um artigo científico publicado nesta sexta-feira na revista PLOS ONE. Realizado por pesquisadores da Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, e da Universidade de São Paulo (USP), o estudo mapeou, por meio de tomografias, os cérebros de uma dezena de médiuns brasileiros enquanto eles psicografavam.

As áreas do cérebro que apresentaram redução no fluxo sanguíneo cerebral foram o hipocampo esquerdo, o giro temporal superior direito e regiões do lobo frontal, que são associadas ao raciocínio, planejamento, geração de linguagem, movimento e solução de problemas. Para os autores, entre eles Andrew Newberg, professor da Universidade Thomas Jefferson, e Julio Peres, professor do Instituto de Psicologia da USP, essa pouca atividade pode indicar falta de foco, de atenção e de autoconsciência durante as psicografias. O curioso, no entanto, é que a complexidade das cartas redigidas durante o transe da psicografia deveria estar relacionada com uma maior atividade nessas áreas do cérebro.

"Experiências espirituais afetam a atividade cerebral, e isso é conhecido. Mas a resposta cerebral à prática de uma suposta comunicação com um espírito ou uma pessoa morta recebeu pouca atenção científica. A partir de agora, novos estudos devem ser realizados", diz Newberg.

De acordo com o espiritismo, os médiuns, quando psicografam, recebem mensagens de espíritos de pessoas mortas. No Brasil, o mais conhecido dos médiuns foi o mineiro Chico Xavier (1910-2002), que produziu mais de 400 livros.

Para comparar o nível de atividade cerebral durante as psicografias, os cientistas aplicaram exames nos médiuns enquanto eles escreviam textos sem estar em estado de transe.

Experiência — A redução da atividade no lobo frontal ocorreu em níveis diferentes nos participantes. Eles foram separados entre médiuns experientes e iniciantes, sendo que o tempo de exercício da atividade variava de 5 a 47 anos. Para os noviços, a atividade no lobo posterior foi consideravelmente mais intensa. De acordo com os pesquisadores, isso pode indicar um maior esforço para tentar atingir com sucesso o estado de transe.

Outra questão levantada pela pesquisa é a complexidade dos textos produzidos. Uma análise mostrou que o conteúdo das cartas psicografadas era mais complexo do que as redigidas para outros fins. "Particularmente, os médiuns mais experientes produziram um material mais complexo, o que na teoria deveria requerer mais atividade nos lobos temporal e frontal. Mas este não foi o caso", escrevem os estudiosos. O conteúdo das cartas psicografadas, por exemplo, envolvia princípios éticos e abordava questões de espiritualidade e ciência.

Uma das hipóteses para esse fenômeno, segundo os pesquisadores, é que, ao reduzir a atividade do lobo frontal, outras partes do cérebro sejam acionadas, aumentando o nível de complexidade. "Enquanto as razões exatas para isso são ainda desconhecidas, nosso estudo sugere que há uma correlação neurofisiológica envolvida", afirma Newberg.

Essa correlação, no entanto, não é, absolutamente, um indicativo de uma suposta conexão com o mundo espiritual, ou algo do gênero. O mesmo fenômeno observado no cérebro dos médiuns ocorre com o cérebro de pianistas, por exemplo. Enquanto eles estão aprendendo a tocar e é preciso se concentrar em cada nota musical, o cérebro é ativado. Mas às medida que se tornam experts e tocar não requer mais tanta concentração, o cérebro não produz tanta atividade. "Podemos estar vendo um fenômeno parecido, no qual os médiuns treinam seus cérebros para desempenhar uma atividade psicográfica", diz Newberg.

17/11/2012 08:12 - Fonte: Vejaoline

Cientistas tentam provar existência da alma

Segundo dois cientistas, depois que a pessoa morre a informação quântica dentro de estruturas cerebrais não é destruída

O médico americano Stuart Hamerroff e o físico britânico Sir Roger Penrose afirmaram que podem provar cientificamente a existência da alma.
Em entrevista ao Daily Mail, eles explicam a teoria quântica da consciência, que revela que as almas estão contidas dentro de estruturas chamadas de microtúbulos, os quais vivem dentro de nossas células cerebrais.
Segundo a publicação, a ideia se origina da noção de que o cérebro seja um computador biológico, com 100 bilhões de neurônios, que agem como redes de informação. A teoria foi levantada em 1996 e, desde então, os cientistas estudam a possibilidade.
Os dois alegam que as experiências da consciência são resultado dos efeitos da gravidade quântica dentro dos microtúbulos.

Experiência
Em uma EQM (Experiência de Quase-Morte), os microtúbulos perdem seu estado quântico, mas a informação dentro deles não é destruída. É como se "a alma não morresse, voltasse ao universo".
Hameroff explicou a teoria em um documentário narrado por Morgan Freeman, chamado “Through the Wormhole” (Através do Buraco de Minhoca), que foi levado ao ar recentemente pelo Science Channel, nos Estados Unidos.
"Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir, os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída; ela não pode ser destruída; ela simplesmente é distribuída e dissipada pelo universo“, disse o cientista.
Segundo ele, "se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente passa por uma EQM".

Fonte: site UOL

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CURTA NOSSOS LIVROS NO FACEBOOK

Acabamos de criar páginas no facebook para os nossos livros já publicados pela editora Boa Nova. A idéia de criar esse espaço é permitir opiniões e debates sobre as respectivas obras literárias, portanto agora você pode curtir as obras “NAS BRUMAS DA MENTE”, “DO SÉCULO DAS LUZES” E “INFÂNCIA E MEDIUNIDADE” e se manter atuzalizado sobre as nossas novidades.

Para curtir basta clicar sobre os títulos dos livros nesse texto.