sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Como faço para ler um livro Digital da Amazon?

Para ler um ebook publicado na Amazon, você pode usar o aplicativo Kindle ou o Kindle Cloud Reader (agora chamado de Kindle for Web) em diversos dispositivos, como computadores, tablets e smartphones, ou mesmo em um Kindle. Não é necessário ter um aparelho Kindle para ler livros digitais da Amazon. 

Pode baixar o aplicativo gratuitamente no celular e usar para leitura.

como encontrar os novos livros

Link para a página do perfil no site da Amazon. 

https://www.amazon.com/stores/Rafael-de-Figueiredo/author/B0FJSGVCGJ?ref_=pe_2466670_811284380&isDramIntegrated=true&shoppingPortalEnabled=true&ccs_id=8820831e-89d2-4d70-913b-1abb0e09a1bb

Novo livro

Dia 15 de agosto de 2025 irá sair mais uma obra resgatada de material guardado que foi autorizado publicar. 

O Título é:
O Orgulho e a Humildade - Reflexões
Ditado por diversos espíritos. 

Pré vendas:
https://www.amazon.com/dp/B0FKTP9FD9?ref_=ast_author_mpb

Conforme explicado anteriormente, devido às limitações atuais, o foco é no livro eletrônico. Mais em conta e todos têm um celular para ler🙏🏻

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Novo livro

Bom dia. 
Conforme comentei no última publicação do blog, por estar morando no exterior, e atualmente, não ter serviços de entrega (correios, etc) disponível a opção é publicar online. 
A ideia é publicar uma série de materiais antigos, que num primeiro momento me pareceram apenas treino, mas que recentemente foram autorizados a serem desengavetados.

O primeiro desses livros se chama:

Espiritismo - A Doutrina do Amor (assinado pelo espírito Frei Felipe) finalizado em 2010.

A versão impressa é mais fácil de obter no exterior que no Brasil, principalmente no hemisfério norte, por uma questão de o frete ficar muito caro para o Brasil. 

A versão digital é mais prática, por ser mais barata e fácil de acesar. Pode ser lido no celular, tablet ou aparelhos de leitura digital. Uma opção é baixar o aplicativo do Kindle (Amazon) no celular, pode ler através do aplicativo e fazer aquisição do material no mesmo aplicativo. 


Boa leitura. 

No futuro desengavetaremos outros trabalhos. 
Fraterno Abraço a todos.

Abaixo seguem os links:
https://www.amazon.com/dp/B0FJS7W1HG/ref=mp_s_a_1_1?crid=2SUJ53D8YWAOO&dib=eyJ2IjoiMSJ9.n9R4pVCMkeMLmm6c0Uq3KGtvjMXoXJT4JjWeJHHfJcCirG0RgKZP3OGi6yVurFqFvrPNKWeF2AaU4_OPjN5B24AM3Ktg7vvloGic9Y1IkENgpF4GdEViB9JMbfRIv8DjhPy9SXOQoDcPEcEm_qsiqpRiV6naJSMYUTdgasVs3ap3QMW3ThlMOn7oupYT3iyx0CxfrrRqrTT5W01COTEXNQ.VbdW9wu7vQ6lwpIZyfMm1Gq9up2T2yoGCecEn9vS1q8&dib_tag=se&keywords=livro+rafael+de+figueiredo&qid=1753380336&sprefix=%2Caps%2C180&sr=8-1

quinta-feira, 17 de julho de 2025

NOVIDADES

Bom dia.
Faz bastante tempo que não escrevo. Pois bem, após um período de grandes mudanças, filhas, covid, mudança de país, e que exigiu bastante adaptação parece que novamente está surgindo a oportunidade de praticar a psicografia. Digo isso, poisjJá voltei a treinar a escrita com os espíritos.

Para quem não entenda o processo, antes de começar a escrever a muitos anos atrás, passei por uma etapa de dois anos de treinamento, com revezamento de comunicantes, numa espécie de diário de manifestações onde registrava sensações e reflexões sobre cada episódio de escrita mediúnica.Nunca foi o médium senta e escreve, sempre houve um processo, dirigido pelos espíritos, com bastante disciplina e dedicação. Só depois disso, as obras que vocês já conhecem passaram a ser produzidas.

Todo esse tempo sem escrever me deixou, digamos, enferrujado, e achei por bem recomeçar o processo. Os espíritos determinam o modo de execução, afinal é uma obra deles. 

Para esclarecimento, durante esse processo inicial de treinamento no inicio dos anos 2000, chegava a ler 3 livros simultaneamente, o que me permitia passar de 60 obras lidas anualmente, e por consequência, também, por vezes, trabalhava na recepção de até três obras no mesmo período. Todo esse material, pequenos amontoados de textos, mas com estrutura de pequenos livros, me foram sugeridos que eram apenas treino, e permaneceram guardados. 

Avaliando hoje percebo que os espíritos se prepararam, se revezando, me ensinando e se acostumando, para trabalhar nas obras já publicadas, e a última publicação foi em 2018. E todo esse material que ficou guardado eram embriões dos livros que viriam depois.
Para minha surpresa, me foi solicitado que esse material fosse reavaliado, que eu relesse e desse luz a alguns desses escritos. E assim tenho feito, lendo e treinando a escrita mediúnica.
 
Estou vivendo no atual país mais sancionado do mundo, o que me dificulta a publicação de obras no modelo convencional. Não temos mais ligação postal com o Brasil para troca de documentos, entre outras dificuldades. Entretanto, é preciso encontrar alternativas, e a forma mais simples é publicar livros eletrônicos. Será necessário adaptar as obras às exigências do modelo de publicação. O objetivo nunca foi financeiro, todo o trabalho é filantrópico, entretanto, mesmo o preço das obras teremos que nos adaptar às regras da plataforma digital.

Feito o anúncio, podem esperar para as próximas semanas e meses algumas novidades. Na medida em que novos materiais forem sendo disponibilizados aos leitores vou tentar avisar em redes sociais e no blog (espero que ainda funcione), e toda divulgação será feita no tradicional boca a boca. Agradeço a atenção.

Abraço fraterno a todos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Deus Conosco

Dentro de nós existe um conceito, que repetido através de diversas reencarnações, nos faz crer que é preciso de um templo, uma igreja ou um centro espírita para se sentir com Deus. Entretanto, diferentes espíritos compreenderam que, se existe uma atmosfera de respeito e tranquilidade em um ambiente habituado a orações, essa é a maior contribuição das instituições de pedra, também existe espaço para estar com Deus no cotidiano. Seja através do contato com a natureza, de se estar próximo de quem se ama, de favorecer companheiros necessitados, no trabalho ou no estudo. O lar é o mais valioso núcleo de reajuste de desavenças do passado, e, portanto, local de redenção. Sempre gosto de lembrar de Rousseau, que conseguiu ser muito objetivo ao nos lembrar que não precisamos de intermediários para estar com Deus, através dos espíritos que nos amam, ele está sempre seguindo nossos passos, mesmos que mergulhados em atribulações não percebamos.
O trabalho é outra importante fonte de progresso, outro local para enxergarmos a obra de Deus. Imagine o professor a guiar seus alunos para o senso do dever e do bem, trabalho redentor se bem executado, quantos erros não deixamos para trás através da vida diária, e quantos novos equívocos também cometemos. O erro é parte do processo de aprendizado, assim como a paciência e a ternura. Não existe perdão sem a compreensão de nossa própria limitação. Somos todos seres imperfeitos em caminhada, trilhando a mesma estrada, uns mais a frente, outros retardatarios, mas todos companheiros de viagem. O que Deus espera de nós é que despertemos para a necessidade de amparar uns aos outros, nos trabalho ativo do dia a dia, no ouvido que escuta, na palavra de acalma e no gesto que conforta. 
Cultivem Deus em si mesmos. Lembrem-se sempre que nunca estamos sozinhos, e que onde existe mais desespero é onde os bons espiritos mais se fazem presentes.
Luz e paz!

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Voltando a escrever


Estamos diante de um simples exercício de sintonia. Onde médium e comunicante desencarnado buscam o entrosamento para realizar tarefas mais robustas. A mediunidade, como sensibilidade, tem características inerentes ao estado biológico e evolutivo da espécie humana, mas como diferentes aspectos de nosso organismo também necessita de aprimoramento efetivo. O que buscamos realizar através de treino e prática, o candidato ao mediunato vai melhorando a capacidade de recepção. Isso se dá em duas mãos, pois o próprio desencarnado igualmente precisa de prática no exercício de se comunicar com o mundo dos encarnados. Se o sensitivo fica por determinado tempo afastado de atividades de intercâmbio mediúnico é prudente reiniciar o processo gradualmente, buscando primeiramente harmonia íntima (que será sempre uma luta constante contra si mesmo e as coisas que perturbarão sua tranquilidade na vida cotidiana), a disciplina do compromisso, o exercício de tornar a mente um campo límpido para que reflita as ideias de terceiros (no caso do espírito comunicante). Não existe trabalho ou legado mediúnico sem compromisso e prática constante. 
Em si, a busca por essas melhores condições de comunicação entre ambientes psíquicos é um bálsamo para a atmosfera íntima do encarnado. Disciplina, bons hábitos mentais, aprender a apaziguar a intimidade é um legado, um aprendizado que se tornará um hábito e se refletirá na vida diária atual e de além túmulo.
Por isso, sigamos sempre nos exercitando...
Com a benção de Deus.
Frei.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Buscar a paz interior

As pessoas são tocadas por diversas influências, pode ser uma inclinação boa ou ruim por conta dos próprios pensamentos, ou inspirada pelo que ouviram ou escutaram no rádio ou na televisão. A leitura de um bom livro, uma boa música, tudo isso altera nosso estado de espírito. Situações desagradáveis em família ou no trabalho, conversas construtivas ou vulgares estabelecendo sintonia e convergindo numa atmosfera interior própria a cada um de nós. Os pensamentos que chegam até nós, quer percebamos isso ou não, tem correlação direta com nosso estado interior, e, crescendo em escala, geram um estado emocional coletivo. 
Se a angústia e a ansiedade se espalham entre a sociedade atual é porque não compreendemos ainda nossa própria sensibilidade e as vigorosas relações de influências mútuas em que interagimos. Que bem faria uma boa leitura, acalmar os pensamentos ou direcioná-los a nobres intenções. A compaixão para com os outros é um excelente seguro para nossa saúde interior. Aprender a tranquilizar o espírito através de bons hábitos nos traz sobriedade nos momentos de dificuldade. 

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Esperança e oportunidade


Vivemos um período de mudanças, de revoluções, guerras e sofrimento. os corações angustiados nos levam a crises de ansiedade, infestando as clínicas médicas de doentes psicológicos, levando a crises de pânico, depressões e suicídios. Sim, é verdade, o panorama parece sombrio. 
Nesse contexto surgem os "falsos profetas", falsos pensadores, falsos religiosos e falsos líderes sociais e políticos. Onde existe ganância e disputa por dinheiro e poder sempre haverá egoísmo e sofrimento. Esse é o resultado das escolhas humanas, a história de nosso passado e presente. Hoje não é pior que ontem. Ou alguém pensa que os massacres romanos, egípcios, assírios, japoneses, alemães, americanos, etc. eram menos doloridos? A questão toda é de perspectiva.
A humanidade não mudou em sua busca por poder e dinheiro, nem deixou de usar mentiras e manipulações, e o resultado disso sempre será o sofrimento. E a consequência será sempre o acúmulo de dívidas morais, individuais e coletivas. É assim que o mundo progride, aproveitando-se da imperfeição de muitos, alguns espíritos ascendem moralmente, sofrendo resignados, dotados de compaixão, compreendendo que o mal existe através da falhas humanas, mas que Deus permite que essas situações sirvam de trampolim para aqueles que não se desesperam e mantém a senda do bem e do amor ao próximo. 
Portanto, seja a vela a iluminar a escuridão ao seu redor, não caindo em desespero, não se revoltando com os erros de companheiros inexperientes. Em tudo há harmonia, mesmo onde parece vigorar o caos. As tempestades sempre passam. O importante é não agasalhar a tempestade exterior dentro de si.
Fiquemos em paz!

quinta-feira, 10 de março de 2022

Em tempos de crise


O atual momento nos conclama a uma reflexão. A guerra é sempre um distúrbio coletivo, que leva a humanidade a expor seu aspecto mais primitivo. Não apenas a violência, mas também os julgamentos públicos patrocinados pela mídia, a opinião pública tomando partido sem ter base criteriosa, um verdadeiro surto, cegando e endurecendo corações.
Alguns espíritas, por desconhecimento ou levados por opiniões rasas de outros espiritas, as vezes, se posicionam, tomam partido ante a crise. Atualmente isso tem ocorrido em qualquer situação, eleições, guerras, programas de televisão. Lembrem que o Espiritismo jamais condena pessoas ou povos, culturas ou crenças. O dever do Espirita é acolher o sofredor, esclarecer o sedento de luz, não apontar o dedo e julgá-lo. Muitas vezes o silêncio é melhor conselheiro. Estimular a fraternidade, o amor ao próximo, o acolhimento, continua sendo a melhor maneira de contrariar o egoísmo, a raiva e a frustração. 
Portanto, espíritas, em momentos de crise, rezem, estendam as mãos, ajudem, mas jamais condenem ou usem o espiritismo para tomar algum partido que não seja a fraternidade e o amor ao próximo, independente das convicções dos indivíduos. Nós condenamos o mal, jamais aquele que o prática.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

O Espiritismo e a vacinação

O Espiritismo é uma doutrina que tem sua base no amor, na fraternidade, no perdão e compreensão mútua, entretanto, a Doutrina Espírita não cria subterfúgios para minimizar a responsabilidade que nos cabe ante o esforço individual com o objetivo de progredir como indivíduos e como sociedade.
O livre arbítrio nos abre as portas para muitos argumentos e opções, mas não nos exclue da responsabilidade individual ante a convivência em sociedade. Nossa liberdade termina onde começa a liberdade do outro. Portanto, não podemos usar o argumento do livre arbítrio se essa escolha afeta um grupo ou um povo. É o primeiro argumento que o espiritismo levantaria na questão da vacinação.
Outro aspecto inconfundível é o conhecimento de que nossas atitudes sempre tem consequências. Não importa se alguém disse, se eu li num livro espírita ou se um médium comentou numa palestra, escolhas são sempre individuais e cada um de nós arcará com as consequências. Se eu tenho um remédio e estou doente, talvez a lei humana me permita escolhas, até recusar o tratamento. Porém, se eu piorar ou vier a desencanar obviamente terei que assumir a responsabilidade por minha escolha. Se me impuser um auto flagelo desnecessário vou arcar com as consequências disso. Escolhi passar por isso, e não poderei reclamar do resultado após o desencarne. Em uma epidemia existe o agravante da minha escolha ter vitimado alguém que não optou por sofrer, que teria tomado o remédio se assim pudesse, mas foi afetado por minha escolha.
Como veem a questão é objetiva, mas suas consequências são complexas. Podemos sempre contar com a misericórdia divina e com o auxílio de nossos irmãos caridosos para mitigar nosso sofrimento, mas devemos refletir bem sobre nossas escolhas.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Aprender a conviver

Saber conviver é uma das tarefas mais difíceis da existência humana. Devemos ceder, dialogar, perdoar e pedir perdão. Personalidade difícil, mau humor, todo tipo de dissabores nos acometem quase que diariamente. Mais difícil ainda a convivência com espíritos que vivem sob o mesmo teto, com seus caprichos e vontades imaturas que se entrechocam com as nossas próprias mazelas. Conviver, enfrentar o desafio diário, ceder e perdoar, por si só é uma grande conquista para o progresso individual. Quantos espíritos alcançaram êxitos formidáveis no contexto social, mas não foram capazes de conviver na intimidade familiar. Portanto, entenda, a maior de todas as conquistas é aquela que obtemos intimamente.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Otimismo

Ante as dificuldades eleva teu pensamento a Deus. Se tens o que comer lembra de agradecer, se tens quem se preocupe contigo agradece, se um teto te abrigas eleva tuas orações ao alto. Entretanto, se o desespero te bate a porta não desanimes, mesmo que não percebas, existe alguém em silêncio ao teu lado lhe fazendo companhia e olhando por ti. Deus não abandona nenhuma de suas criaturas. O otimismo é como bálsamo, que chega quando compreendemos que tudo passa pela vontade divina. Quando assim entendemos voltamos a sorrir, mesmo que a dor nos castigie. A vida é uma oportunidade de aprender, um presente divino. Mantenha a confiança e a certeza em dias melhores.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

A Paciência

Sem dúvida alguma, a paciência é uma virtude das grandes almas. Sem ela somos levados a decisões precipitadas, muitas vezes desaconselhados pelo calor das emoções. Paciência se desenvolve, se robustece nos embates do dia a dia, com muito custo, a conta gotas. 
No auge do desespero aconselhar paciência pode parecer ingênuo, tarefa hercúlea. Porém, sem sua virtude não somos capazes de sentir o aplacar das tempestades íntimas, como o orvalho da esperança a cair sobre nós. 
Quem sofre em consequência das relações humanas, dos conflitos e discussões com entes queridos, já consegue vislumbrar a importância maior da paciência. Sem ela, todo problema nos parece um obstáculo intransponível. Com ela, ao contrário, aprendemos a acreditar em dias melhores.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Para hoje

Se até o fio de vossas cabeças está contado por Deus como supor que algo esteja fora de lugar nas calamidades? Desejamos com esse pensamento iniciar nossa mensagem para fazer compreender desde o princípio que epidemias são situações naturais e sazonais na história da humanidade. Não significa que não provoquem dor e sofrimento, mas não estão alijadas da ordem natural das coisas.
Vírus e bactérias são minúsculos seres em evolução que lutam por sobrevivência, se adaptando e se transformando para continuar existindo. O mesmo se dá com o ser humano, que necessita rever conceitos, refletir e analisar comportamentos para se adaptar e sobreviver. 
Não creia que exista a mão de Deus provocando desolação. Jamais, porém a ordem natural das coisas tende a buscar o equilíbrio, e quando nos afastamos em demasia do objetivo maior somos invariavelmente lembrados disso. Senão vejamos, destruímos o ambiente em que vivemos como jamais o fizemos antes, elegemos o ouro como um ídolo colocando o egoísmo e a ganancia em primeiro lugar, nos acostumamos ao imediatismo e ao conforto, mesmo ao lado de irmãos que vivem na miséria.
O fanatismo ressurge com vigor, seja no campo político, seja no religioso, entronamos homens na condição de deuses, transformamos ideologias em instrumentos de acirrada disputa, e trocamos o amor pela discórdia. O que esperávamos? Que a colheita fosse melhor que o cultivo?
Os iluministas lutaram para que a ciência fosse ouvida, que o rigor dos costumes não mais atormentasse mulheres e necessitados, que as amarras do preconceito pudessem ser aos poucos dissolvidas. E o que temos hoje? O recrudescer das falsas crenças, que desvirtuam Deus, que colocam Jesus como um tirano e Deus como interessado nos salários dos crentes. Onde não existe compreensão cresce a discórdia, onde não se permite o amor ao próximo, ao diferente, não se encontrará nada além agruras e animosidades.
Vós espíritas, como descestes tanto? Onde vai a simplicidade? O abraço, o ombro acolhedor? Deixamo-nos atormentar pelo medo, pela discórdia, pelo embate ideológico. Fraqueza humana, sempre viva, sempre desviando os incautos. Lembrem-se de uma vez, a mensagem sempre foi a fraternidade, o amor, e nada além disso. Tudo que me afasta da compreensão e do amor ao meu semelhante não é digno de minha atenção e não trará bons resultados.
É hora de parar de reclamar, de deixar de lado o interesse pessoal e demonstrar que o ser humano é partícula de Deus, e que nele tudo pode. Desfraldemos a bandeira da fraternidade e nos ponhamos nas fileiras dos que trabalham para aliviar o sofrimento alheio. Não há nada de equivocado no mundo que não possa ser reparado com o esforço coletivo. Tudo passa! É hora de permitir que o empenho e a coragem nos guie.

20 de março de 2020.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

BUSCAR AJUDA

Sem dúvida um dos principais dilemas da vida é a mudança.  Primeiramente porque nem sempre identificamos a necessidade de mudanças e, em segundo lugar, pois se identificamos essa necessidade não sabemos como fazê-la.
Trocar de casa, de cidade, de trabalho, são situações de extrema complexidade. Existem diversos fatores que precisam ser analisados, principalmente se existem pessoas que dependem dessas escolhas. Entretanto, a mudança a que fazemos referência não é exterior, mas interna.
É preciso conscientização de que nosso objetivo evolutivo passa por progredir individualmente. Se esse pensamento tem raízes dentro de nós é bastante provável que nossa reação ante um conselho amigo seja positiva. Pois, se houver orgulho envolvido a reação será adversa, de afastamento.
Entendamos, receber aconselhamento não significa a adoção dos mesmos, é preciso tudo considerar com bom senso. Nem tudo que se ouve é bom para nós.
Por outro lado, se estamos suficientemente maduros, ou apenas estamos passando por um momento reflexivo onde estejamos mais desperto para uma transformação real, criamos condições para uma mudança positiva.
Não existe problema algum reconhecer limitações. É saudável e digno. Uma ferramenta útil ao aprendizado. Admitir que não sei tudo e que estou aberto a receber orientação exterior pode me fazer ver as coisas sem os vícios próprios de interpretação e leitura de vida. Para essas horas existem os amigos arrazoados, os profissionais especializados em comportamento humano ou os indivíduos calejados pela experiência.
Pedir ajuda é muito digno, sinal de amadurecimento e ponte para o progresso íntimo.
Oremos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

JUDAS MODERNO

Semana passada visitei uma agremiação que se intitula espírita. Vi diversos participantes em conversação bastante interessante. Debatiam sobre a política brasileira, expressando arazoada e pertinaz opinião. Justificavam o voto citando o cansaço da roubalheira, a volta dos valores da família (entendam familia cristã) e a necessidade do combate a violência. Admito que fiquei muito curioso. Naquele momento não tive a oportunidade de me inteirar de quem se tratava, se falavam de um candidato, de um plano de governo,  mas o defendiam com ardor. Entretanto, a convicção daquelas pessoas me pareceu contagiante.
Como não estamos no planeta a passeio tive que seguir. Haviam muitos afazeres a concluir antes de retornar as atividades de socorro. Admito que fiquei curioso. Precisava encontrar uma forma de sanar minhas  dúvidas.
Minha compreensão não vai muito além daquela que possuía quando ainda encarnado, por isso quis buscar orientação superior a minha. Foi com semblante bastante grave de meu conselheiro e amigo que tive certeza de que não me enganara.
"Política é uma ciência bastante antiga, surgiu para minimizar conflitos, permitindo que pessoas com opiniões distintas pudessem dialogar e resolver diferentes questões. Porém, política reflete o conteúdo de uma sociedade. Ela será mais ou menos eficiente de acordo com a maturidade dos envolvidos."
Essa única frase me fez compreender que não estamos refletindo nada realmente diferente do que somos.
Eu queria entender o que era possível fazer.
"Os meios de comunicação atual deram vozes a todo e qualquer indivíduo. E cada qual expõe aquilo que traz dentro de si, na etapa evolutiva em que se encontra". Allan Kardec foi cuidadoso ao não permitir que se discutisse política em seu grupo de estudos. Não desejava despertar a paixão tresloucada das pessoas. E é aconselhável que não o façamos. São opiniões pessoais, nada além disso e precisam continuar dessa forma. Se mudarmos a forma de amar e perdoar das pessoas isso irá ter reflexo na opinião que externam e nos ideais que abraçam".
"Hoje citam Jesus para construir uma narrativa de valores da familia. Senão vejamos, Jesus mandava pagar a violência com mais violência? Ele dizia para discriminarmos pessoas diferentes de nós mesmos? Condenar a prostituta?"
"Sabes quem desejava que Jesus apoiasse que a população pegasse em armas?"
Óbvio que eu não saberia a resposta, então ele continuou.
"JUDAS".
Ele não precisou continuar. Eu havia compreendido. Somos os Judas modernos que acreditamos que estamos mudando o mundo apoiando armas, preconceito e usamos levianamente o nome de Jesus para referendar essas idéias. Falamos disso abertamente nos centros espiritas, pois esquecemos da mensagem de Jesus. Estamos contagiados pelo desespero, ou ainda, plenos de egoísmo, vivendo nossos dias de equívocos coletivo, repetindo Judas.
Nos cabe a prece e o trabalho, para que embalados pela mensagem de fraternidade e perdão que realmente emanam de Jesus possamos enxergar melhor.

D.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

REMORSO ESPÍRITA

O projeto do blog pareceu por muito tempo desativado. A falta do hábito nos fez perder a prática é verdade. Entretanto, compromissos profissionais, e, principalmente, da vida familiar tem uma facilidade enorme de nos tornar improdutivos no campo mediúnico. Logo se pensa na queda dos médiuns, que surgem com excelente potencial, mas se perdem no caminho.
Não, na verdade, essa visão, atualmente me parece um tanto quanto limitada. Na realidade, em muitas ocasiões, até mesmo desprovida de razão. Talvez, esteja essa opinião vulgar sendo pautada por uma visão limitada, embalada por preconceitos e amarras conceituais tão comuns e inconscientes no aspecto religioso, no sentido mais pobre do termo.
Por inúmeras vezes me senti culpado, argumentando intimamente que estava usando a vida familiar e profissional como subterfúgio para mascarar a preguiça nos momentos em que não havia como escrever. Eis a grande questão que é preciso compreender, a vida é compostas de diferentes fases. E a produção mediúnica, ou a dedicação ao núcleo espírita não é necessariamente a mais importante delas.
Senão, basta que vejamos, quais são os verdadeiros dilemas do espírito? Não está alicerçado justamente nos relacionamentos pessoais e na forma como lidamos com os sentimentos? As situações mais complexas que despontam do passado são justamente as relações humanas, quase sempre na zona de atuação do núcleo familiar.
Portanto, se dedicar a filhos e cônjuges, pais e amigos, não deve ser motivo de dilema para nenhum adepto da Doutrina Espírita. Se ainda surgem olhares repreensivos ou palavras de crítica não esqueçamos que temos a consciência ainda refém da forma antiga de pensar e compreender a nossa relação com Deus. Onde sempre havia o pecado e a falta, e por consequência, a culpa e o remorso.
O Espiritismo se fazendo de filosofia libertadora veio romper com essas amarras que tanto fazem sofrer o humilde e o ignorante. Se não cumpre ainda seu papel não é por falta de base filosófica, mas por limitação de seus adeptos.
É possível afirmar que se faz mais pela sociedade no lar e no ambiente profissional com uma postura digna e dedicada do que em qualquer outro lugar. Onde vivemos as lutas diárias deixamos marcas com nosso exemplo. Por isso, o Espiritismo fechado em si mesmo, trancafiado entre quatro paredes é infértil. Ele vive, se espalha e se fortalece no exemplo do homem de bem, que vive do suor de seu rosto e sobrevive as lutas diárias.
Em resumo, o Espiritismo liberta e jamais aprisiona a consciência daquele que o estuda. Não devemos nos arrastar em remorso, mas buscar a compreensão de si mesmo e de como podemos ser úteis em nosso meio de convivência.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O Angustiante Panorama Atual


Nossa vida cotidiana nos leva, por vezes, por caminhos que temos dificuldades de controlar. Os desafios diários são tantos que parece nos faltar forças para dedicar atenção a nós mesmos, ao cuidado de nossa intimidade. Nosso repouso não é mais o momento de introspecção e silêncio, mas o alheamento ante a TV e redes sociais. Descuidamos de nós mesmos e colhemos o preço dessa falta de atenção.

Vivemos um período de pessimismo muito extremo, os comentários, os noticiários, são carregados de desinformação e imediatismo. Consideramos que o presente é o ápice do retrocesso cultural e moral. Porém, isso não é verdade! O mundo em que vivemos hoje não é pior do que o mundo em que sempre vivemos. Muito antes o contrário, o problema da modernidade é esse excesso e abundância de tudo, todos temos opiniões publicadas, e quase sempre não temos o zelo para usá-la. Essa avalanche de vozes nos leva a uma ansiedade angustiante. Angústia essa que contagia e corroe as raízes de nossa espiritualidade.

Desesperados, sem rumo, nos lançamos ao imediatismo, somos facilmente vitimas de imagens e ídolos que se colocam como alternativas a essa explosão de informações. Surgem algumas raras referências positivas em meio a inúmeras figuras oportunistas e desvairadas. E feito cordeiros, incapazes de perceber a própria incoerência, os seguimos, as vezes, os idolatramos e até mesmo os defendemos.

Entretanto, isso faz do mundo de hoje pior que o mundo de nossos avôs?

Se por um lado vivemos em uma ansiedade constante que nos tortura e nos faz perder o rumo, por outro, existem liberdades e conquistas individuais inimagináveis a décadas atrás. Se ainda não sabemos acalentar a tolerância em suas múltiplas facetas em nossos corações não é culpa do mundo, mas de nossa atrofia dos sentimentos e de nossa visão egoísta do mundo. A medicina, a ecologia, a igualdade de gênero, os direitos das crianças, as regras que regem um trabalho digno, o direito a educação e saúde, por mais precário que pareçam, são conquistas desse último século. Portanto, o mundo não regrediu.

Talvez se pudéssemos deixar um pouco de lado esse fascínio pelas coisas sem importância que hoje praticamente controla nossas vidas aprendêssemos a cultivar a vida com mais otimismo. Talvez se deixássemos de lado essa carência por ídolos e aprendêssemos a buscar referências em um contexto geral não seríamos tão radicais. Cultivar em nós mesmos uma vida com ideais mais singelos nos faria bem, acalmaria nossa mente e coração.

Não pensem que isso tudo não se reflita no próprio Espiritismo. Pois, essa abundância de informações, nos levou a uma explosão de autores e publicações, que em grande parte pouco ou nada tem de espíritas. Existe muito material “antigo” de uma atualidade sem par, que poderiam servir de referência, de bojo, para que pudéssemos selecionar o joio do trigo atualmente. Essa ansiedade pela modernidade e pela busca de respostas fáceis nos faz reféns de ídolos e opiniões. Lembremos que a força do Espiritismo está na pluralidade de suas fontes e não na idolatria de personagens, ninguém deveria ser erguido a condição especial. Afinal, todos somos humanos, falíveis e imperfeitos. Nenhum espírito ou médium é dono da verdade ou se coloca além da crítica.

As vezes, quando me pego angustiado pelo mundo com que me deparo, me acalmo e lanço o olhar ao passado e percebo que nada está fora do lugar. Ao que parece as vozes do jornalismo e da internet, que democraticamente, nos alcançam a todos ainda não descobriram seu verdadeiro potencial transformador. Por enquanto apenas resmungam e gritam, condenam e criticam, mas assim o fazem por ignorância, não percebem as alternativas. Construa ao seu redor o ambiente de paz que deseja viver e respiraras em harmonia fortalecendo-te para as lutas do amanhã.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

O caos de nosso tempo

Vemos atualmente não propriamente um sinal dos tempos,  como preverem interpretar nossos companheiros apressados,  mas um esgotamento da organização social. O que sempre serviu para acomodar os indivíduos em seus grupos sociais e com isso integrar uma sociedade não funciona mais. Mundo afora revoluções se erguem clamando mudanças. Porém,  percebam que mudanças bruscas não são transformações reais. E muitas dessas revoluções acarretam em transformações bastante negativas.
Instrumentos de comunicação modernos,  conhecidos como midias sociais,  deram ao homem comum espaço para opiniões,  na maioria das vezes expostas apressadamente,  sem espaço para reflexões,  expondo ódio e preconceito. Nutrindo divisões sociais entre pessoas que deveriam construir conjuntamente um estado ou uma nação.
Estamos expondo nosso lado mais obscuro e deixando evidente nossa dificuldade de aprender com os erros do passado. Será preciso repeti-los? Está resposta depende da sociedade que queremos construir.
O Espiritismo deve mais do que nunca ser ativo e erguer a bandeira da tolerância. Depende do esforço individual a transformação para melhor do ambiente em que vivemos. A ética pode nos servir de farol,  iluminando o caminho a seguir,  mas de nada valerá se nos for ela vivida intimamente a cada passo que dermos. Sejamos o exemplo vivo do mundo que desejamos para nossos seres amados.